Procuradora Geral da República pede arquivamento de ação contra o senador Valdir Raupp

A procuradora-geral destacou que não se vislumbram a possibilidade de realizar novas diligências, além das já adotadas, "potencialmente úteis a confirmar as afirmativas do colaborador".

Com informações da Assessoria do Senador e Portal Terra
Publicada em 04 de maio de 2018 às 07:31
Procuradora Geral da República pede arquivamento de ação contra o senador Valdir Raupp


Nesta quinta-feira(3/5), a Procuradora Geral da República Raquel Dodge pediu o arquivamento de mais uma ação contra o senador Valdir Raupp por supostos ilícitos. 

Ao tomar conhecimento do pedido de arquivamento de mais uma ação contra ele,  o senador Raupp afirmou que sempre teve certeza de que não cometeu ilícito algum. Por isso, aguarda com serenidade a decisão do Ministro Relator Edson Fachin , que certamente homologará o pedido de arquivamento.
Para o senador Raupp, esta  é mais uma ação a ser arquivada,  o que comprova que não cometeu e nem praticou nada de ilegal.

O senador lembrou que no pedido de arquivamento, a procuradora Raquel Dodge cita vários trechos de relatório da Polícia Federal e depoimentos para afirmar que não há indícios de sua participação nas acusações feitas pelo delator Fernando Baiano.  O pedido de arquivamento foi encaminhado pela PGR ao ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) , Edson Fachin.

ENTENDA O CASO

O inquérito que investiga o senador e ex-presidente do PMDB Valdir Raupp (RO) por suspeita de recebimento de propina a fim de intermediar para uma construtora na Petrobras.

O caso foi aberto no STF em outubro de 2016 a partir das delações premiadas do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Yousseff e o operador do PMDB Fernando Soares, conhecido popularmente como Fernando Baiano.

Em manifestação ao Supremo, Dodge citou relatório conclusivo da Polícia Federal em que não conseguiu se comprovar a ocorrência de reunião de dados que apontassem pagamentos em favor de Raupp, como dito por Fernando Baiano. Foi observado também que a empresa, a Construtora Brasília Guaíba Ltda, também não foi contratada pela Petrobras.

"Não restou, portanto, comprovado qualquer registro de pagamento de vantagem indevida a Valdir Raupp, seja via doação eleitoral dissimulada, seja via pagamento em dinheiro, formas de pagamento que se mostraram mais comuns no âmbito da operação Lava Jato", disse a chefe do Ministério Público Federal.

A procuradora-geral destacou que não se vislumbram a possibilidade de realizar novas diligências, além das já adotadas, "potencialmente úteis a confirmar as afirmativas do colaborador".

"Nesse contexto, não se verificam elementos suficientes que possam fundamentar a continuidade do inquérito e, por mais forte razão, a propositura de uma ação penal", defendeu Dodge.

Caberá a Fachin aceitar o pedido da procuradora-geral --geralmente é esse o caminho a partir de manifestação da PGR.

Raupp é réu no STF em ação da Lava Jato e ainda é alvo de outras investigações criminais.

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