Resíduos e eficiência energética moldam futuro das fábricas

Transformar exigências regulatórias e a pressão de mercado em resultado, por meio da adoção de práticas ESG, exige planejamento e controle

Fonte: Da redação/Foto: Pexels - Publicada em 21 de setembro de 2026 às 18:57

Resíduos e eficiência energética moldam futuro das fábricas

A sustentabilidade se tornou uma exigência competitiva para indústrias brasileiras. Órgãos reguladores vêm ampliando as exigências legais, como é o caso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010. A norma estabelece responsabilidade compartilhada entre governo, indústria, comércio e consumidor no gerenciamento dos resíduos e prevê a logística reversa para uma série de produtos.

Além disso, mercados internacionais condicionam contratos e importações a certificações ambientais, rastreabilidade de origem e metas de redução de impactos relacionados às emissões de carbono. Nesse cenário, as fábricas precisam investir na gestão de resíduos e na eficiência energética, comprovando boas práticas ambientais e se mantendo competitivas dentro das cadeias de produção cada vez mais exigentes.

Controle de insumos e desperdício no chão de fábrica

Converter as exigências regulatórias e a pressão de mercado em resultado, por meio da adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), exige controle. Por isso, contar com um sistema de gestão empresarial (ERP) pode ajudar a controlar insumos, desperdícios e outros indicadores no chão de fábrica.

Na prática, sistemas ERP estruturados podem rastrear o insumo desde a sua entrada até a transformação em produto final, cruzando dados de produção, consumo de energia, geração de resíduos e destinação de sobras.

“Os sistemas ERP industriais estão cada vez mais preparados para centralizar dados ambientais da operação, inclusive por meio da integração com sensores, máquinas e outros sistemas”, explica Thiago Leão, engenheiro e sócio da Nomus.

Com isso, as empresas conseguem identificar onde ocorre o desperdício, medir a intensidade de emissões de poluentes e acompanhar o consumo de energia por unidade de produção, indicador que orienta ações de eficiência energética e a adoção de fontes renováveis.

Rastreabilidade permite a emissão de relatórios ambientais

A rastreabilidade da matéria-prima, oferecida pelo ERP, pode ajudar as indústrias a gerar relatórios e comprovar o cumprimento de exigências legais.

“Com informações confiáveis e integradas, a indústria consegue reunir evidências para relatórios de sustentabilidade e atendimento às exigências ESG. Assim, a tecnologia contribui tanto para a conformidade quanto para uma operação mais eficiente”, afirma Leão.

Assim, com o uso do melhor sistema de gestão empresarial, as instituições podem obter relatórios ambientais com dados auditáveis, integrados e padronizados. A medida contribui para reduzir perdas operacionais, evitar passivos regulatórios e atender às demandas de transparência de investidores e clientes internacionais.

Tendência do mercado

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 60% das indústrias brasileiras possuem uma área dedicada ao meio ambiente e à sustentabilidade. Além disso, 70% dos executivos consideram a bioeconomia essencial para o futuro industrial, enquanto mais de 80% veem o uso sustentável da biodiversidade como um ativo estratégico.

Os dados mostram ainda que 89% dos empresários apoiam a utilização econômica e responsável dos recursos naturais. Entre eles, 32% afirmam que a biodiversidade deve ser conservada, garantindo seu uso sustentável, e 28% acreditam que o tema deve ser integrado às políticas de responsabilidade socioambiental.

Resíduos e eficiência energética moldam futuro das fábricas

Transformar exigências regulatórias e a pressão de mercado em resultado, por meio da adoção de práticas ESG, exige planejamento e controle

Da redação/Foto: Pexels
Publicada em 21 de setembro de 2026 às 18:57
Resíduos e eficiência energética moldam futuro das fábricas

A sustentabilidade se tornou uma exigência competitiva para indústrias brasileiras. Órgãos reguladores vêm ampliando as exigências legais, como é o caso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010. A norma estabelece responsabilidade compartilhada entre governo, indústria, comércio e consumidor no gerenciamento dos resíduos e prevê a logística reversa para uma série de produtos.

Além disso, mercados internacionais condicionam contratos e importações a certificações ambientais, rastreabilidade de origem e metas de redução de impactos relacionados às emissões de carbono. Nesse cenário, as fábricas precisam investir na gestão de resíduos e na eficiência energética, comprovando boas práticas ambientais e se mantendo competitivas dentro das cadeias de produção cada vez mais exigentes.

Controle de insumos e desperdício no chão de fábrica

Converter as exigências regulatórias e a pressão de mercado em resultado, por meio da adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), exige controle. Por isso, contar com um sistema de gestão empresarial (ERP) pode ajudar a controlar insumos, desperdícios e outros indicadores no chão de fábrica.

Na prática, sistemas ERP estruturados podem rastrear o insumo desde a sua entrada até a transformação em produto final, cruzando dados de produção, consumo de energia, geração de resíduos e destinação de sobras.

“Os sistemas ERP industriais estão cada vez mais preparados para centralizar dados ambientais da operação, inclusive por meio da integração com sensores, máquinas e outros sistemas”, explica Thiago Leão, engenheiro e sócio da Nomus.

Com isso, as empresas conseguem identificar onde ocorre o desperdício, medir a intensidade de emissões de poluentes e acompanhar o consumo de energia por unidade de produção, indicador que orienta ações de eficiência energética e a adoção de fontes renováveis.

Rastreabilidade permite a emissão de relatórios ambientais

A rastreabilidade da matéria-prima, oferecida pelo ERP, pode ajudar as indústrias a gerar relatórios e comprovar o cumprimento de exigências legais.

“Com informações confiáveis e integradas, a indústria consegue reunir evidências para relatórios de sustentabilidade e atendimento às exigências ESG. Assim, a tecnologia contribui tanto para a conformidade quanto para uma operação mais eficiente”, afirma Leão.

Assim, com o uso do melhor sistema de gestão empresarial, as instituições podem obter relatórios ambientais com dados auditáveis, integrados e padronizados. A medida contribui para reduzir perdas operacionais, evitar passivos regulatórios e atender às demandas de transparência de investidores e clientes internacionais.

Tendência do mercado

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 60% das indústrias brasileiras possuem uma área dedicada ao meio ambiente e à sustentabilidade. Além disso, 70% dos executivos consideram a bioeconomia essencial para o futuro industrial, enquanto mais de 80% veem o uso sustentável da biodiversidade como um ativo estratégico.

Os dados mostram ainda que 89% dos empresários apoiam a utilização econômica e responsável dos recursos naturais. Entre eles, 32% afirmam que a biodiversidade deve ser conservada, garantindo seu uso sustentável, e 28% acreditam que o tema deve ser integrado às políticas de responsabilidade socioambiental.

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