Saúde premia municípios de RO por boas práticas contra malária

Selo, entregue pelo Ministério da Saúde, em Brasília, reconhece as cidades que atingiram metas de impacto e de processo no enfrentamento da doença

Fonte: Ministério da Saúde/Foto: Divulgação/Ascom - Publicada em 18 de abril de 2026 às 10:36

O Ministério da Saúde entregou nesta quinta-feira (16), durante a 18ª edição da ExpoEpi, em Brasília, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. 

Eliminação Malária.png

A iniciativa reconhece municípios que atingiram metas de impacto e de processo no enfrentamento da malária, com base em indicadores padronizados. O objetivo é valorizar experiências exitosas, fortalecer a vigilância em saúde e prevenir retrocessos no caminho para a eliminação da doença no Brasil. 

Durante a cerimônia, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou que o reconhecimento faz parte de uma estratégia estruturada e baseada em evidências. “A verificação subnacional alinhada às diretrizes do programa de eliminação da malária é uma estratégia que reconhece conquistas locais e impulsiona avanços contínuos rumo à eliminação da doença. Os selos são concedidos com base em metas e indicadores padronizados e refletem o processo de cada município”, afirmou. 

A entrega dos selos ocorre em um cenário de avanços significativos no controle da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos casos por Plasmodium falciparum, forma mais grave da doença, além de redução de 28% nos óbitos, passando de 54 para 39 no período. 

Segundo a secretária, os resultados demonstram a importância da atuação integrada entre as esferas de governo. “Não basta o Ministério da Saúde estabelecer protocolos e garantir insumos. Quem faz a diferença está na ponta: são os municípios e os estados. Essa é a força do SUS, um sistema de responsabilidade compartilhada que permite alcançar resultados concretos na vida das pessoas”, destacou Mariângela. 

Os resultados refletem o fortalecimento das estratégias coordenadas pelo Ministério da Saúde, com destaque para a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, especialmente em áreas prioritárias. A aquisição de testes de diagnóstico rápido foi ampliada em seis vezes, fortalecendo a rede diagnóstica, sobretudo em regiões de difícil acesso. 

Uso da tafenoquina 

No campo do tratamento, o Brasil avançou com a implementação da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax. Mais de 25 mil pacientes já foram tratados com a formulação adulta e, em março passado, teve início a oferta da versão pediátrica, priorizando populações indígenas. Com essa medida, o país tornou-se o primeiro do mundo a disponibilizar a tafenoquina na formulação infantil, ampliando o acesso ao tratamento para um público que concentra cerca de 50% dos casos da doença. 

As ações incluem ainda a intensificação da busca ativa de casos, especialmente para o Plasmodium falciparum, e o fortalecimento das estratégias em territórios prioritários, como áreas indígenas e regiões de garimpo. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, houve redução de 22% nos casos e de 80% nos óbitos, evidenciando o impacto das medidas adotadas. 

Conheça a campanha Malária Tem Cura 2026 

Saúde premia municípios de RO por boas práticas contra malária

Selo, entregue pelo Ministério da Saúde, em Brasília, reconhece as cidades que atingiram metas de impacto e de processo no enfrentamento da doença

Ministério da Saúde/Foto: Divulgação/Ascom
Publicada em 18 de abril de 2026 às 10:36

O Ministério da Saúde entregou nesta quinta-feira (16), durante a 18ª edição da ExpoEpi, em Brasília, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. 

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A iniciativa reconhece municípios que atingiram metas de impacto e de processo no enfrentamento da malária, com base em indicadores padronizados. O objetivo é valorizar experiências exitosas, fortalecer a vigilância em saúde e prevenir retrocessos no caminho para a eliminação da doença no Brasil. 

Durante a cerimônia, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou que o reconhecimento faz parte de uma estratégia estruturada e baseada em evidências. “A verificação subnacional alinhada às diretrizes do programa de eliminação da malária é uma estratégia que reconhece conquistas locais e impulsiona avanços contínuos rumo à eliminação da doença. Os selos são concedidos com base em metas e indicadores padronizados e refletem o processo de cada município”, afirmou. 

A entrega dos selos ocorre em um cenário de avanços significativos no controle da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos casos por Plasmodium falciparum, forma mais grave da doença, além de redução de 28% nos óbitos, passando de 54 para 39 no período. 

Segundo a secretária, os resultados demonstram a importância da atuação integrada entre as esferas de governo. “Não basta o Ministério da Saúde estabelecer protocolos e garantir insumos. Quem faz a diferença está na ponta: são os municípios e os estados. Essa é a força do SUS, um sistema de responsabilidade compartilhada que permite alcançar resultados concretos na vida das pessoas”, destacou Mariângela. 

Os resultados refletem o fortalecimento das estratégias coordenadas pelo Ministério da Saúde, com destaque para a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, especialmente em áreas prioritárias. A aquisição de testes de diagnóstico rápido foi ampliada em seis vezes, fortalecendo a rede diagnóstica, sobretudo em regiões de difícil acesso. 

Uso da tafenoquina 

No campo do tratamento, o Brasil avançou com a implementação da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax. Mais de 25 mil pacientes já foram tratados com a formulação adulta e, em março passado, teve início a oferta da versão pediátrica, priorizando populações indígenas. Com essa medida, o país tornou-se o primeiro do mundo a disponibilizar a tafenoquina na formulação infantil, ampliando o acesso ao tratamento para um público que concentra cerca de 50% dos casos da doença. 

As ações incluem ainda a intensificação da busca ativa de casos, especialmente para o Plasmodium falciparum, e o fortalecimento das estratégias em territórios prioritários, como áreas indígenas e regiões de garimpo. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, houve redução de 22% nos casos e de 80% nos óbitos, evidenciando o impacto das medidas adotadas. 

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