Sindicato denuncia escalas desfalcadas, cobra concurso com salário atrativo e anuncia acionamento do CREMERO diante da gravidade da situação em Porto Velho
Durante esse cenário, houve uma parada cardiorrespiratória em paciente grave, sem equipe médica formalmente escalada, evitando-se um desfecho fatal apenas pela intervenção emergencial de médicos que estavam na unidade naquele momento
O Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) alerta para a gravíssima situação ocorrida neste domingo, 4 de janeiro de 2026, na UTI do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho. A UTI 1, que engloba também a UTI 3, com 13 leitos, ficou sem plantonista médico, deixando a assistência concentrada em apenas um profissional, o que compromete seriamente a segurança dos pacientes.
Durante esse cenário, houve uma parada cardiorrespiratória em paciente grave, sem equipe médica formalmente escalada, evitando-se um desfecho fatal apenas pela intervenção emergencial de médicos que estavam na unidade naquele momento.
O episódio escancara um problema crônico, que o SIMERO vem alertando há muito tempo: escalas médicas permanentemente desfalcadas, falta de profissionais e ausência de reposição efetiva. Os órgãos de controle têm ciência dessa realidade, mas providências estruturais seguem sem efetividade.
O SIMERO reforça que a demanda é permanente e não pode ficar desassistida. A solução passa, necessariamente, pela realização urgente de concurso público, acompanhada de remuneração atrativa, já que, sem salários compatíveis, os profissionais buscam outros centros que oferecem melhores condições.
Diante da gravidade do cenário e da repetição de alertas ignorados, o SIMERO informa que irá acionar o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), órgão responsável não apenas pela fiscalização das condições de trabalho médico, mas também pelo cumprimento da manutenção do atendimento à população, incluindo a regularidade das escalas de serviço.
A entidade cobra providências imediatas da Secretaria de Estado da Saúde e alerta: vidas estão em risco. A saúde pública não pode continuar sendo tratada com improviso.
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Comentários
A má administração na saúde é assustadora e amadora ! Não obstante mascaram a realidade de forma profissional !
Antes falavam que a falta de médicos em Rondônia era porque não tínhamos faculdades de medicina em Rondônia e que seria necessário termos faculdades de medicina aqui em RO, para que os médicos que se formassem aqui ficassem por aqui trabalhando tanto no serviço particular quanto no público, hoje temos faculdades: 01 Vilhena, 01 Cacoal, 03 Ji-Paraná, 01 Jaru e 04 em PVh, então cadê os médicos formados em RO para trabalhar no serviço Público, ou seja temos que ter é uma de saúde pública para integração e valorização de médicos no serviço público para atender aos mais necessitados.
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