Sonoridade Amazônia em álbum de funk identitário

Álbum já está disponível em todas as plataformas digitais e marca uma nova fase na carreira do artista rondoniense

Fonte: Assessoria - Publicada em 11 de abril de 2026 às 13:04

Sonoridade Amazônia em álbum de funk identitário

Nesta sexta-feira (10), o artista rondoniense Mariadri lançou o álbum “MLK INVISÍVEL”, já disponível em todas as plataformas digitais. O projeto marca um novo momento em sua trajetória, consolidando uma identidade artística que rompe com padrões do funk tradicional e propõe uma experiência sonora e conceitual atravessada pela Amazônia e pelas vivências periféricas.

MLK INVISÍVEL se apresenta como um território onde o ritmo encontra o pensamento. Ao mesmo tempo em que convida o público à dança, o álbum tensiona questões profundas como invisibilidade social, violência estrutural, racismo, desigualdade e os impactos de um sistema socioeconômico que historicamente marginaliza corpos e territórios.

Com direção artística e composições de Édier William e produção musical de Tullio Nunes, o trabalho constrói uma linguagem própria ao incorporar elementos sonoros da Amazônia, como flautas andinas, bioinstrumentos e paisagens sonoras desenvolvidas a partir de pesquisa de campo com o percussionista Bira Lourenço. Sons de motosserra, árvores caindo e fogo deixam de ser efeitos e passam a integrar a narrativa musical, transformando o álbum em um registro sensorial de um território em constante tensão.

A faixa-título, “MLK INVISÍVEL”, sintetiza o conceito do projeto ao afirmar a existência de quem historicamente foi apagado. Já músicas como “Álbum de Suspeito” e “Túmulo Aberto” denunciam o racismo e a violência que atravessam a juventude periférica, enquanto “Deixa Queimar” e “Já Vi” tensionam a relação entre colapso ambiental e indiferença coletiva.

O álbum também evidencia um momento de virada na carreira de Mariadri. Após iniciar sua trajetória no funk melody e no proibidão, o artista passou por um período de silêncio criativo que resultou na construção de uma estética mais autoral e politicamente engajada.

Segundo Mariadri “grande parte das músicas não foram compostas por mim, mas compostas a partir de mim, demorei conseguir cantar ‘Túmulo Aberto’, por exemplo, pois ela é sobre os amigos que perdi na favela. Tudo que canto nesse álbum foi composto para mim e eu estou muito feliz de ter essa experiência.”

MLK INVISÍVEL surge, assim, como resultado de um processo de amadurecimento artístico e reconexão com suas raízes amazônicas.

O projeto foi viabilizado por meio de recursos da Lei Paulo Gustavo, reforçando a importância do investimento público na produção cultural das periferias e da região Norte, historicamente invisibilizadas no cenário nacional.

Com participação do artista Mc Onfroy, o álbum amplia suas camadas e diálogos, consolidando-se como uma obra que transita entre o entretenimento e a reflexão.

MLK INVISÍVEL já está disponível em todas as plataformas digitais: https://ditto.fm/mlk-invisivel-mariadri

“Este é um álbum para dançar, mas, sobretudo, para enxergar”, afirma o cantor.

Sonoridade Amazônia em álbum de funk identitário

Álbum já está disponível em todas as plataformas digitais e marca uma nova fase na carreira do artista rondoniense

Assessoria
Publicada em 11 de abril de 2026 às 13:04
Sonoridade Amazônia em álbum de funk identitário

Nesta sexta-feira (10), o artista rondoniense Mariadri lançou o álbum “MLK INVISÍVEL”, já disponível em todas as plataformas digitais. O projeto marca um novo momento em sua trajetória, consolidando uma identidade artística que rompe com padrões do funk tradicional e propõe uma experiência sonora e conceitual atravessada pela Amazônia e pelas vivências periféricas.

MLK INVISÍVEL se apresenta como um território onde o ritmo encontra o pensamento. Ao mesmo tempo em que convida o público à dança, o álbum tensiona questões profundas como invisibilidade social, violência estrutural, racismo, desigualdade e os impactos de um sistema socioeconômico que historicamente marginaliza corpos e territórios.

Com direção artística e composições de Édier William e produção musical de Tullio Nunes, o trabalho constrói uma linguagem própria ao incorporar elementos sonoros da Amazônia, como flautas andinas, bioinstrumentos e paisagens sonoras desenvolvidas a partir de pesquisa de campo com o percussionista Bira Lourenço. Sons de motosserra, árvores caindo e fogo deixam de ser efeitos e passam a integrar a narrativa musical, transformando o álbum em um registro sensorial de um território em constante tensão.

A faixa-título, “MLK INVISÍVEL”, sintetiza o conceito do projeto ao afirmar a existência de quem historicamente foi apagado. Já músicas como “Álbum de Suspeito” e “Túmulo Aberto” denunciam o racismo e a violência que atravessam a juventude periférica, enquanto “Deixa Queimar” e “Já Vi” tensionam a relação entre colapso ambiental e indiferença coletiva.

O álbum também evidencia um momento de virada na carreira de Mariadri. Após iniciar sua trajetória no funk melody e no proibidão, o artista passou por um período de silêncio criativo que resultou na construção de uma estética mais autoral e politicamente engajada.

Segundo Mariadri “grande parte das músicas não foram compostas por mim, mas compostas a partir de mim, demorei conseguir cantar ‘Túmulo Aberto’, por exemplo, pois ela é sobre os amigos que perdi na favela. Tudo que canto nesse álbum foi composto para mim e eu estou muito feliz de ter essa experiência.”

MLK INVISÍVEL surge, assim, como resultado de um processo de amadurecimento artístico e reconexão com suas raízes amazônicas.

O projeto foi viabilizado por meio de recursos da Lei Paulo Gustavo, reforçando a importância do investimento público na produção cultural das periferias e da região Norte, historicamente invisibilizadas no cenário nacional.

Com participação do artista Mc Onfroy, o álbum amplia suas camadas e diálogos, consolidando-se como uma obra que transita entre o entretenimento e a reflexão.

MLK INVISÍVEL já está disponível em todas as plataformas digitais: https://ditto.fm/mlk-invisivel-mariadri

“Este é um álbum para dançar, mas, sobretudo, para enxergar”, afirma o cantor.

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