TCE-RO agiliza transferências e desafoga UPA da Zona Sul
Na saúde pública, cada hora conta. E, para quem espera por atendimento, cada minuto pode significar esperança, alívio ou sobrevivência
Foi com esse senso de urgência, aliado à escuta, ao planejamento e à ação, que o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) ajudou a transformar uma realidade preocupante em um resultado concreto: em tempo recorde, 100% dos pacientes da UPA da Zona Sul que aguardavam vaga foram regulados e transferidos para o Pronto-Socorro João Paulo II.
A regulação é mais do que um procedimento técnico. Trata-se de um mecanismo essencial para organizar o acesso aos serviços de saúde, direcionando cada paciente ao local mais adequado para seu tratamento. Quando funciona, ela encurta distâncias, reduz angústias e salva vidas.
Foi exatamente isso que aconteceu. Com a regulação operando de forma eficiente, os encaminhamentos ganharam agilidade, o atendimento tornou-se mais humano e o sistema respondeu a quem mais precisava, no momento certo.
ATUAÇÃO DECISIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS
O alerta chegou ao TCE-RO por meio do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). A informação era clara e preocupante: 12 pacientes regulados permaneciam na UPA da Zona Sul à espera de vaga para transferência ao João Paulo II.
“O Ministério Público nos informou que havia pacientes aguardando essa transferência”, explica o secretário-geral de Controle Externo do TCE-RO, Marcus Cézar Filho.
A partir daí, a resposta foi imediata. Em articulação com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e sob monitoramento direto do Tribunal de Contas, a situação foi destravada. Em menos de 24 horas, todos os pacientes foram transferidos.
O resultado trouxe alívio para profissionais de saúde e, principalmente, para quem aguardava atendimento.
“Com o monitoramento do TCE, foi possível a transferência de 100% dos nossos pacientes até a sexta-feira (16 de janeiro), ainda no final da manhã. Alguns aguardavam desde o dia 12”, relata, emocionada e agradecida, a diretora da UPA Zona Sul, Veridiana da Cruz Pedrosa dos Santos.
Mais do que números, o episódio reforça um princípio fundamental: vidas importam. E quando instituições atuam de forma integrada, responsável e comprometida, o impacto chega exatamente onde deve chegar: às pessoas.
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