Bancada federal se reúne amanhã com Hugo Motta para tentar acordo sobre a PEC 47
O maior entrave dessa discussão se refere aos “Jabutis” que causam preocupação para o Poder Executivo com impacto de bilhões na folha de pagamento
Segundo informações de assessores de parlamentares que formam a bancada federal do Estado de Rondônia, amanhã no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, haverá uma importante reunião para discutir a pauta sobre a PEC 47 que trata da transposição de servidores estaduais ao plano federal.
Entenda o caso:
A Proposta de Emenda Constitucional 47, que promete colocar até quem não tem direito nos quadros da União, será a promessa mais propalada pelos políticos no próximo processo eleitoral. É importante que o eleitor fique atento as informações verdadeiras e precisas para não cair de novo no conto do vigário.
A Proposta de Emenda à Constituição nº 7 de 2018 foi aprovada no Senado Federal em setembro de 2023, com votação expressiva. A diferença entre a redação original da PEC 7 e as Emendas Constitucionais 60, 79 e a 98 ficou restrita ao período de instalação dos estados, o que nas emendas anteriores o prazo foi de 5 anos e na nova proposta foi ampliado para 10 anos e abarcou os servidores dos demais poderes dos ex-Territórios, além de fixar iguais critérios de incorporação ao quadro federal para o Amapá, Roraima e Rondônia.
Na votação do relatório no plenário do senado federal, o relator, que é senador pelo estado de Rondônia, acolheu emendas parlamentares, conhecidas como jabutis que turbinaram a PEC com dispositivos inconstitucionais que precisam ser derrubados na Câmara dos Deputados, porque se forem mantidos vão prejudicar o debate e a aprovação da proposta. A PEC 47 visa concluir o ciclo de aproveitamento no quadro federal dos servidores que trabalharam durante o período de instalação dos estados de Rondônia, de Roraima e do Amapá e de seus municípios.
As emendas jabutis ampliaram significativamente o universo de destinatários, com um texto eivado de inconstitucionalidade, transformando a proposta, conforme opinião de juristas especializados, em um verdadeiro trem da alegria e elevou o impacto orçamentário da PEC de 1 bilhão para mais de 4 bilhões de reais. Dentre os jabutis irregulares destacam-se os seguintes dispositivos:
Emenda que cria direito para incorporar em cargos efetivos vitalícios do quadro da União, milhares de pessoas que tiveram vínculos precários e provisórios apenas em cargo comissionado e função de confiança no âmbito dos estados e municípios. O direito se estende inclusive, para empregados e comissionados de empresas públicas e sociedades de economia mista.
Ainda mais extravagante é um dispositivo que possibilita a ascensão funcional que é proibida pelo artigo 37 da CF/88 para qualquer servidor público do país. Ascensão funcional como proposto, significa transformar cargos de servidores e contratos de empregados celetistas dos extintos Territórios que são de nível auxiliar e intermediário em cargos de nível superior, pelo simples fato de terem concluído a qualquer tempo, a formação superior.
Outro impacto orçamentário gigantesco diz respeito a uma emenda que dispõe sobre enquadramento em cargos de carreira do ciclo de gestão de Planejamento, Orçamento e Controladoria para pessoas com vínculos administrativos e técnicos de 52 prefeituras de Rondônia, 16 prefeituras do Amapá e 15 municípios de Roraima que saem de remuneração média de 3 mil reais e poderão receber no quadro da União salários médios de 25 mil reais.
Ainda mais escandaloso foi o dispositivo que altera o artigo 6º das Emendas Constitucionais nº 79 e 98 que vai permitir o enquadramento na carreira policial civil, de pessoas que tiveram qualquer tipo de vínculo com apenas 90 dias no quadro dos estados em qualquer condição de trabalho precário, comissionado, contrato administrativo e celetista. Nesse mesmo dispositivo tem a previsão de aproveitamento em cargo policial civil de servidores do Departamento de Polícia Rodoviária estadual. Essa iniciativa é irregular e fere de morte o artigo 6º das duas emendas constitucionais e principalmente, o artigo 37 da CF/88.
O que se pretende fazer nessa reunião com a bancada, é convencer Hugo Motta a criar uma Comissão Especial para analisar a questão e fazer essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC) andar a passos largos, mesmo sabendo de antemão que o governo federal não vê com bons olhos em época de crise, aumento na sua folha de pagamento. Vamos acompanhar o desenrolar desse imbróglio.
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Comentários
Já começou a palhaçada de novo, quem eles acham que vão enganar desta vez, em Rondônia já estamos vacinados contra essa maldição.
SENHORES DEPUTADOS RONDONIENSES, NÓS SERVIDORES TAMBÉM ACREDITAMOS NO PAPAI NOEL, SACI PERERÊ E NA MULA SEM CABEÇA!!!
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