Cobranças antigo banco Cruzeiro do Sul

Como deve agir o consumidor?

Agnaldo Araújo Nepomuceno
Publicada em 24 de setembro de 2021 às 08:33
Cobranças antigo banco Cruzeiro do Sul

Não bastasse a crise, preços das mercadorias cada vez mais altos e salários congelados a um bom tempo, milhares de Servidores Públicos estão sendo citados para pagar uma quantia exorbitante à Massa Falida do antigo Banco Cruzeiro do Sul.

O banco Cruzeiro do Sul, no passado firmou empréstimo consignado com desconto em folha com milhares de servidores. Ocorre que com a decretação de sua falência, os descontos deixaram de serem creditados na folha de pagamento. E, mesmo aqueles, que queriam continuar pagando foram impedidos em razão de questões administrativa do próprio banco.

Após todo este tempo, vem a Massa Falida propor ação Monitória, visando o recebimento dos débitos. O banco apresenta cálculo unilateral que eleva o débito, antes pequeno, para quantia exorbitante.

Já ocorreu caso de cliente que ficou devendo cerca de R$ 11.000,00 (onze mil reais) em 2013 e recebeu a citação judicial para pagar o montante de R$ 134.000,00 (cento e trinta e quatro mil reais).

Ora! Se a interrupção quanto ao pagamento da dívida ocorreu por culpa do Banco, não é justo impor ao consumidor o pagamento de valores gigantescos. Fato que ferre o princípio da razoabilidade.

Outra coisa que consumidor deve ficar atento é em relação a quantidade de parcelas cobradas pelo banco. Já ouve casos em que o banco estava cobrando parcelas já devidamente quitas.

Desta forma é providencial que o consumidor tenha acesso a suas fichas financeiras antigas para fazer uma analise detalhada de tudo que já foi pago e o que está sendo cobrado.

Em todo caso ao receber a cobrança, o consumidor deve procurar, imediatamente, um profissional de sua confiança para fazer uma boa defesa. Pois a falta de boa defesa, nestes casos, pode levar, sim, a condenação ao pagamento destes valores exorbitante.

Sempre em defesa do consumidor 

Dr. Agnaldo Araújo Nepomuceno

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Comentários

  • 1
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    Uatt Kellis 25/09/2021

    Eu sou uma das vítimas, trabalho no Ministério Público de Rondônia, entramos com ação judicial e infelizmente teremos que pagar, perdemos sem entender nada, com todas argumentações e provas. Triste, no meu caso não chegou a esse valor mas foi um aumento absurdo. Pasmem! Já perdemos em primeira.

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