Confúcio Moura diz que dados econômicos não refletem realidade das famílias
Para o senador, a ampliação do acesso a bens e serviços não tem sido acompanhada por estabilidade financeira — o que, segundo ele, leva ao endividamento e à perda de previsibilidade financeira
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (11), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que há um distanciamento entre os dados econômicos do país e a realidade das famílias brasileiras.
Para o senador, a ampliação do acesso a bens e serviços não tem sido acompanhada por estabilidade financeira — o que, segundo ele, leva ao endividamento e à perda de previsibilidade financeira. Ele destacou que grande parte da população convive com dificuldades para manter o orçamento e garantir despesas básicas. Confúcio citou a utilização do crédito como forma de sobrevivência, o que, argumentou, compromete o planejamento financeiro e amplia a insegurança no dia a dia.
— O crédito, que deveria funcionar como apoio momentâneo, passou a ocupar o espaço da renda; virou ponte para atravessar o mês; virou instrumento de sobrevivência. Esse é um problema que está longe de ser isolado; é o retrato social que atravessa o país inteiro. É a mãe malabarista que reorganiza o orçamento todos os dias. É o trabalhador que ajusta, remaneja, adia, sempre está adiando alguma coisa, tentando uma sobrevida no básico — declarou.
Confúcio criticou a análise da situação econômica baseada apenas em números. O senador enfatizou que esse modelo de avaliação não capta a experiência real da população. Por isso, ressaltou ele, o desafio é aproximar os resultados econômicos das condições reais de vida da população.
— As estatísticas, em regra, se apresentam frias, dependendo da habilidade de quem as interpreta para adentrar no aspecto qualitativo de quem vive o sofrimento cotidiano para ter o mínimo possível. Esse esforço sub-remunerado é que mantém o país funcionando. De que vale um país crescer se falta o mínimo para as famílias conquistarem? — questionou.
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