Cultura e esporte foram temas de Fórum dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Porto Velho

Fabiano Barros iniciou sua apresentação com a frase: “A arte e a pessoa com deficiência, não trata-se de exclusividade e sim de oportunidade”.

Uill Alves / Fotos: Uill Alves
Publicada em 06 de dezembro de 2018 às 11:03
Cultura e esporte foram temas de Fórum dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Porto Velho

I Fórum Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

O segundo dia de atividades do I Fórum Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizado no auditório do L’Acordes Hotel, recebeu Fabiano Barros, presidente da Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer) e Rodnei Paes, superintendente da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) que trataram dos temas cultura e esporte, respectivamente.

Fabiano Barros iniciou sua apresentação com a frase: “A arte e a pessoa com deficiência, não trata-se de exclusividade e sim de oportunidade”, o presidente da Funcer apresentou aos participantes exemplos de inclusão à pessoa com deficiência na área da cultura e citou práticas inclusivas como o ‘Projeto Tamtam’ que tornou-se referência entre projetos de Saúde Mental e na Luta Antimanicomial, especialmente quanto ao humanismo, inclusão e a diversidade. “São projetos com esse que tornaram-se referência de inclusão especial para esse público nas atividades de prática cultural e artística. Nos bastidores e na execução dos trabalhos, têm personagens muito importantes que são os profissionais que se dedicam a iniciativas como essa”, pontuou o presidente.

Já Rodnei Paes lembrou da época em que era professor na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) no município de Rolim de Moura e contou sobre sua experiência na instituição, falou também sobre o Programa Bolsa-Atleta que abrange todo o Estado de Rondônia, destinando-se ao fomento do desporto de alto rendimento, em modalidades individuais e coletivas, sejam olímpicas ou não, oferecendo condições para que os atletas possam dedicar-se ao treinamento esportivo e participar de competições. “Queremos garantir direitos a esse público, principalmente no esporte que transforma a realidade do atleta, da família, como também daqueles que o acompanham, como foi o meu caso. Atualmente temos Kauan Andrade, um exemplo para outros paratletas e aspirantes ao esporte, ele tem paralisia cerebral e é cadeirante, ainda assim recentemente retornou a Porto Velho com o título de bicampeão paraolímpico na prática da bocha na 12ª edição das Paralimpíadas Escolares, realizada em São Paulo, um orgulho para todos nós”, declarou Rodnei.

Edislaine da Silva, fisioterapeuta e integrante do Conselho Municipal do Direitos da Pessoa com Deficiência falou da evolução quanto ao sistema político, mas ressaltou sobre a necessidade de um número maior de profissionais capacitados tanto na cultura quanto no esporte, para dar mais oportunidades às pessoas com deficiências. “Os profissionais que atuam nessa área têm o dever de orientar no dia-a-dia pessoas que apresentem qualquer tipo de deficiência seja ele autista, surdo ou cadeirante. É importante também preparar a sociedade, além de implantar políticas públicas de ação efetiva, hoje o esporte rondoniense tem um enorme potencial, como é o exemplo de atletas, paratletas e profissionais atuam na área técnica esportiva. Essa é a magia de construir, respeitar e acreditar nesse indivíduo com a atenção voltada através de um plano de governo que atue em prol da pessoa com deficiência, tornando-o protagonista de sua história”, concluiu.

Ao final das explanações o microfone foi aberto à perguntas e apontamentos entre os participantes. O fórum segue até o dia 06 de Dezembro (quinta-feira) com o temas: “O mercado de trabalho e a pessoa com deficiência”; Benefício de prestação continuada; Saúde da pessoa com deficiência; O papel dos Conselhos de Diretio e como criar um Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência; A administração pública e organizações: Novos procedimentos de parceria e por fim a Lei Brasileira de Inclusão. A programação e realização é da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) e Coordenadoria Estadual de Direitos Humanos (CODH).

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