Eleições 2026: Expedito Junior e Marcos Rocha trabalham juntos para impedir grande renovação na ALE
A estratégia envolveria a organização partidária desses parlamentares e a consolidação de alianças com legendas de menor porte
Uma articulação política em curso no cenário de Rondônia reúne o governador Marcos Rocha (PSD) e o ex-senador Expedito Júnior com o objetivo de estruturar a sucessão ao Palácio Rio Madeira nas eleições de 2026 e preservar a atual correlação de forças na Assembleia Legislativa de Rondônia.
De acordo com informações de bastidores, o arranjo busca viabilizar a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, ao governo do Estado, ao mesmo tempo em que trabalha para a reeleição de até 16 deputados estaduais que hoje integram a base governista. A estratégia envolveria a organização partidária desses parlamentares e a consolidação de alianças com legendas de menor porte.
No centro da movimentação está o PSD, cuja presidência estadual passou ao comando do governador após negociação política. O acordo inclui a indicação da vice na chapa majoritária e a acomodação de aliados em estruturas partidárias. Como parte da engenharia eleitoral, outros partidos também entram no desenho, entre eles o PRD e o NOVO, que passariam a receber parlamentares com mandato para completar chapas proporcionais. A previsão é que cada sigla concentre cerca de cinco deputados. Menos o PSD, que está reservado para os deputados Laerte Gomes e Cássio Góis. Quem ingressar na sigla para disputar um mandato a estadual não pode ter um potencial de voto maior do que estes dois parlamentares, ou seja, novato, só para servir de escada à dupla.
A sustentação dessa base ocorre em um contexto de forte disponibilidade de recursos parlamentares. Cada deputado estadual dispõe de aproximadamente R$ 21 milhões por ano em emendas impositivas, de liberação obrigatória, além de verbas de bancada. Há ainda uma verba indenizatória mensal em torno de R$ 136 mil, destinada a despesas como combustível, divulgação do mandato, alimentação, transporte, hospedagem e serviços de comunicação.
Os gabinetes parlamentares contam, em média, com R$ 128 mil mensais para pagamento de assessores, podendo chegar a cerca de 70 servidores por gabinete. Cargos estratégicos, como chefias, alcançam remunerações superiores, e parlamentares que ocupam comissões permanentes ou a Mesa Diretora acumulam vantagens administrativas adicionais. Além disso, integrantes da base governista mantêm indicações em cargos comissionados no Poder Executivo, havendo casos com dezenas de nomeações.
O conjunto dessas estruturas financeiras e administrativas, segundo relatos do meio político, reduz o espaço para renovação na Assembleia Legislativa, ao fortalecer campanhas de quem já exerce mandato. A articulação partidária em andamento, com a redistribuição de filiações e a consolidação de alianças, pretende assegurar maioria legislativa e sustentação política ao projeto de sucessão estadual em 2026.
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