Eleições 2026: perfil dos candidatos ao Senado
Pleito renovará dois terços da Casa; concorrentes são majoritariamente homens, brancos, casados e com 50 anos ou mais, segundo o TSE
Nas eleições gerais deste ano, os eleitores escolherão dois senadores, ou seja, no dia 4 de outubro, cada eleitor deverá votar duas vezes para o Senado na urna eletrônica. Isso ocorre porque o pleito de 2026 renovará dois terços das 81 cadeiras da Casa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
Ao todo, 314 candidatos disputam as 54 vagas, o que representa uma média de 5,8 concorrentes por cadeira. O perfil predominante é de homens, brancos, casados, com ensino superior completo e idade a partir dos 50 anos.
Os dados constam na aba de estatísticas e perfil de candidaturas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Perfil é majoritariamente masculino
Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, o equivalente a 78% do total, enquanto 69 são mulheres, ou 22%.
A participação feminina é superior à registrada em 2018, quando as mulheres representavam 17,3% das candidaturas ao Senado. Em oito anos, a proporção cresceu 4,7 pontos percentuais, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando era de cerca de 22,5%.
A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191 pessoas, ou 60,8% do total. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.
Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, essas duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. No mesmo período, a participação de pessoas brancas caiu de 65,6% para 60,8%.
Maioria têm pelo menos 50 anos
Ao todo, 205 candidatos têm 50 anos ou mais, o equivalente a 65,3% do total. A maior concentração está entre os candidatos de 40 a 49 anos, faixa que reúne 86 pessoas. Em seguida, aparecem:
- 50 e 59 anos: 85 candidatos;
- 60 e 69 anos: 84;
- 70 e 79 anos: 33;
- 35 e 39 anos: 23;
- 80 anos ou mais: 3.
Quase 80% têm ensino superior
Quase quatro em cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248 concorrentes, ou 79% do total. Outros 21, equivalentes a 6,7%, declararam ter ensino superior incompleto.
O ensino médio completo foi informado por 36 candidatos, ou 11,5%. Há ainda cinco concorrentes com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com ensino fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever.
A proporção de candidatos com diploma de ensino superior permanece próxima à observada em 2022, quando representava 80,4% do total.
Em relação ao estado civil, 194 candidatos são casados, o equivalente a 61,8%. Outros 72 são solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advogados lideram entre as ocupações declaradas
Advogado é a ocupação mais declarada entre os candidatos ao Senado, com 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Na sequência, aparecem:
- 29 deputados;
- 27 empresários;
- 20 senadores;
- 16 médicos;
- 15 engenheiros.
Embora 32 senadores em exercício estejam entre os candidatos, 12 optaram por declarar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
PL concentra o maior número de candidatos
As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) reúne o maior número de candidatos, com 33, e também apresenta a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.
Na sequência aparecem:
- Unidade Popular (UP): 23 candidatos;
- Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): 21;
- Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 19;
- Partido dos Trabalhadores (PT): 19;
- Democracia Cristã (DC): 18;
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): 17;
- Partido Social Democrático (PSD): 15;
- Novo: 14;
- Partido da Causa Operária (PCO): 14;
- Republicanos: 12;
- Democrata: 11;
- União: 10;
- Progressistas (PP): 10;
- Partido Socialista Brasileiro (PSB): 10;
- Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 8;
- Avante: 8;
- Partido Democrático Trabalhista (PDT): 8;
- Podemos (PODE): 7;
- Agir: 7;
- Rede Sustentabilidade (REDE): 6;
- Mobiliza: 6;
- Missão: 5;
- Partido Renovação Democrática (PRD): 3;
- Cidadania: 3;
- Partido Comunista Brasileiro (PCB): 2;
- Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB): 2;
- Partido Verde (PV): 2;
- Solidariedade: 1.
Apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresentou candidato próprio ao Senado. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do Partido Verde (PV).
Piauí tem maior concorrência por vaga
O número de candidatos varia de sete a 20 entre os estados e o Distrito Federal.
O Piauí concentra a maior disputa, tanto em números absolutos quanto na proporção por vaga: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez concorrentes por vaga. Em seguida, aparecem:
- Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga;
- Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga;
- São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.
Alagoas registra o menor número de concorrentes: são sete candidatos para duas vagas, média de 3,5 por cadeira.
Quando os dados são agrupados por região e considerados proporcionalmente ao número de vagas, o Sudeste apresenta a maior média de candidatos por cadeira, com 59 concorrentes para oito vagas, ou 7,4 por vaga.
Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte:
- Nordeste: 103 candidatos para 18 vagas;
- Norte: 73 candidatos para 14 vagas;
- Centro-Oeste: 44 candidatos para oito vagas;
- Sul: 35 candidatos para seis vagas.
A base de dados do TSE também mostra que 210 candidatos, ou 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Outros 104, equivalentes a 33,1%, nasceram em outro estado.
No entanto, a informação se refere exclusivamente ao local de nascimento e não indica o local de residência atual nem onde o candidato desenvolveu sua trajetória profissional ou política.
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