MPRO reforça combate a incêndios florestais em RO

Reunião aconteceu na sala de situação do Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI) - Publicada em 19 de agosto de 2026 às 11:55

MPRO reforça combate a incêndios florestais em RO

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), acompanha desde 2024 as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado, em articulação permanente com os órgãos responsáveis pelo monitoramento e resposta às ocorrências.

A atuação, fortalecida a partir dos eventos extremos registrados naquele ano, seguiu em 2025 com continuidade em 2026 a partir de um planejamento antecipado, integração institucional e adoção de medidas preventivas diante do cenário de estiagem que se apresenta para a região amazônica.

Esse trabalho foi reforçado durante a 9ª reunião estratégica do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CEPCIF), realizada nesta terça-feira (18/8), no Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), em Porto Velho, onde estiveram presentes a coordenadora, promotora de Justiça, Valéria Giumelli Canestrini, e a assistente Thaylla Araújo dos Santos.

O encontro reuniu mais de vinte instituições dos órgãos estaduais, federais e de segurança pública, para avaliação do cenário atual, alinhamento de ações preventivas e definição de estratégias de resposta aos incêndios florestais.

Durante a reunião, foram apresentados cenários futuros relacionados aos efeitos do fenômeno El Niño e às condições de estiagem, com alerta para a possibilidade de agravamento dos incêndios e de seus impactos ambientais e sociais. O cenário exige atenção não apenas aos focos registrados dentro de Rondônia, mas também aos incêndios que ocorrem em estados vizinhos e em outras áreas da Amazônia.

A fumaça que atinge Rondônia não necessariamente tem origem em incêndios ocorridos no próprio Estado. A circulação atmosférica e a direção dos ventos podem transportar grandes volumes de fumaça provenientes de áreas atingidas por incêndios no Amazonas e em Mato Grosso, alcançando diferentes regiões de Rondônia e contribuindo para a deterioração da qualidade do ar, especialmente pelo aumento da concentração de material particulado, podendo exigir a tomada de medidas de políticas públicas para proteção da saúde. Por isso, o monitoramento dos focos de calor e das condições atmosféricas precisa ultrapassar os limites territoriais de cada Estado e considerar a dinâmica integrada da Amazônia.

Nesse contexto, o fortalecimento das ações preventivas foi um dos principais pontos apresentados no encontro. O CBMRO já capacitou 1.564 brigadistas, incluindo 405 deles indígenas, ampliando a capacidade de resposta rápida em diferentes regiões do Estado. A formação de brigadas locais é estratégica para que as comunidades e equipes estejam preparadas para atuar nos primeiros momentos dos incêndios, reduzindo a possibilidade de propagação do fogo e seus impactos sobre áreas de vegetação, unidades de conservação e populações locais.

Outra medida de prevenção destacada foi a implementação do Manejo Integrado do Fogo (MIF), realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) em parceria com o Corpo de Bombeiros, no Parque Estadual Guajará-Mirim, na Estação Ecológica de Samuel, na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá e na Reserva Extrativista Pedras Negras.

O MIF busca reduzir a ocorrência de incêndios de grandes proporções por meio do planejamento e do uso controlado do fogo, considerando as características ambientais e sociais de cada território. A estratégia é especialmente relevante para unidades de conservação e áreas de grande importância ambiental, pois contribui para diminuir a disponibilidade de material combustível e prevenir a ocorrência de incêndios de maior intensidade e difícil controle.

Segundo a coordenadora, para o Gaema, a experiência acumulada desde os eventos críticos de 2024 demonstra que a prevenção precisa ocorrer antes que o fogo se transforme em uma emergência, com planejamento, inteligência, monitoramento permanente e integração entre as instituições. A atuação conjunta também permite uma resposta mais rápida diante de incêndios que ultrapassam os limites estaduais e produzem efeitos que alcançam outras regiões, inclusive sobre a qualidade do ar.

A participação do MPRO no CEPCIF reforça, assim, o acompanhamento das medidas adotadas pelos órgãos públicos e a articulação necessária para enfrentar um problema que não respeita fronteiras administrativas. A atuação integrada busca reduzir os impactos dos incêndios sobre a biodiversidade, as unidades de conservação, as comunidades e a saúde da população, contribuindo para assegurar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e sua proteção para as presentes e futuras gerações, conforme estabelece o artigo 225 da Constituição Federal.

Prevenção

Viu fogo? Denuncie!

MPRO reforça combate a incêndios florestais em RO

Reunião aconteceu na sala de situação do Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
Publicada em 19 de agosto de 2026 às 11:55
MPRO reforça combate a incêndios florestais em RO

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), acompanha desde 2024 as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado, em articulação permanente com os órgãos responsáveis pelo monitoramento e resposta às ocorrências.

A atuação, fortalecida a partir dos eventos extremos registrados naquele ano, seguiu em 2025 com continuidade em 2026 a partir de um planejamento antecipado, integração institucional e adoção de medidas preventivas diante do cenário de estiagem que se apresenta para a região amazônica.

Esse trabalho foi reforçado durante a 9ª reunião estratégica do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CEPCIF), realizada nesta terça-feira (18/8), no Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), em Porto Velho, onde estiveram presentes a coordenadora, promotora de Justiça, Valéria Giumelli Canestrini, e a assistente Thaylla Araújo dos Santos.

O encontro reuniu mais de vinte instituições dos órgãos estaduais, federais e de segurança pública, para avaliação do cenário atual, alinhamento de ações preventivas e definição de estratégias de resposta aos incêndios florestais.

Durante a reunião, foram apresentados cenários futuros relacionados aos efeitos do fenômeno El Niño e às condições de estiagem, com alerta para a possibilidade de agravamento dos incêndios e de seus impactos ambientais e sociais. O cenário exige atenção não apenas aos focos registrados dentro de Rondônia, mas também aos incêndios que ocorrem em estados vizinhos e em outras áreas da Amazônia.

A fumaça que atinge Rondônia não necessariamente tem origem em incêndios ocorridos no próprio Estado. A circulação atmosférica e a direção dos ventos podem transportar grandes volumes de fumaça provenientes de áreas atingidas por incêndios no Amazonas e em Mato Grosso, alcançando diferentes regiões de Rondônia e contribuindo para a deterioração da qualidade do ar, especialmente pelo aumento da concentração de material particulado, podendo exigir a tomada de medidas de políticas públicas para proteção da saúde. Por isso, o monitoramento dos focos de calor e das condições atmosféricas precisa ultrapassar os limites territoriais de cada Estado e considerar a dinâmica integrada da Amazônia.

Nesse contexto, o fortalecimento das ações preventivas foi um dos principais pontos apresentados no encontro. O CBMRO já capacitou 1.564 brigadistas, incluindo 405 deles indígenas, ampliando a capacidade de resposta rápida em diferentes regiões do Estado. A formação de brigadas locais é estratégica para que as comunidades e equipes estejam preparadas para atuar nos primeiros momentos dos incêndios, reduzindo a possibilidade de propagação do fogo e seus impactos sobre áreas de vegetação, unidades de conservação e populações locais.

Outra medida de prevenção destacada foi a implementação do Manejo Integrado do Fogo (MIF), realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) em parceria com o Corpo de Bombeiros, no Parque Estadual Guajará-Mirim, na Estação Ecológica de Samuel, na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá e na Reserva Extrativista Pedras Negras.

O MIF busca reduzir a ocorrência de incêndios de grandes proporções por meio do planejamento e do uso controlado do fogo, considerando as características ambientais e sociais de cada território. A estratégia é especialmente relevante para unidades de conservação e áreas de grande importância ambiental, pois contribui para diminuir a disponibilidade de material combustível e prevenir a ocorrência de incêndios de maior intensidade e difícil controle.

Segundo a coordenadora, para o Gaema, a experiência acumulada desde os eventos críticos de 2024 demonstra que a prevenção precisa ocorrer antes que o fogo se transforme em uma emergência, com planejamento, inteligência, monitoramento permanente e integração entre as instituições. A atuação conjunta também permite uma resposta mais rápida diante de incêndios que ultrapassam os limites estaduais e produzem efeitos que alcançam outras regiões, inclusive sobre a qualidade do ar.

A participação do MPRO no CEPCIF reforça, assim, o acompanhamento das medidas adotadas pelos órgãos públicos e a articulação necessária para enfrentar um problema que não respeita fronteiras administrativas. A atuação integrada busca reduzir os impactos dos incêndios sobre a biodiversidade, as unidades de conservação, as comunidades e a saúde da população, contribuindo para assegurar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e sua proteção para as presentes e futuras gerações, conforme estabelece o artigo 225 da Constituição Federal.

Prevenção

  • Não coloque fogo em vegetação: Queimar lixo, limpar terrenos ou fazer roçadas com fogo é crime e pode causar grandes desastres.
  • Não jogue bitucas de cigarro: O pequeno descuido pode provocar grandes incêndios na mata seca.
  • Denuncie queimadas: Sua denúncia pode salvar vidas, proteger a natureza e o futuro de Rondônia.
  • Apoie e participe das ações: Participe de brigadas, projetos e iniciativas que promovam a preservação ambiental.

Viu fogo? Denuncie!

  • 193, Corpo de Bombeiros
  • 190 Polícia Militar
  • 0800 647 0120 Linha Verde Ibama
  • (69) 3217 – 2112 SEDAM/RO

Comentários

    Seja o primeiro a comentar

Envie seu Comentário

 

Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook