Enquanto autoridades municipais discutem o sexo dos anos, população padece com a precariedade dos serviços públicos

Centenas de alunos da área rural de Porto Velho estão correndo o risco de perder o ano letivo por falta de transporte escolar.

Valdemir Caldas
Publicada em 03 de maio de 2018 às 16:06

Centenas de alunos da área rural de Porto Velho estão correndo o risco de perder o ano letivo por falta de transporte escolar. Desde o início do ano passado, a prefeitura tenta emplacar uma licitação para contratar uma empresa especializada. O prefeito já tirou e colocou gente na CPL. Só ainda não mudou os computadores e a pintura da sala. Mesmo assim, a coisa não anda. Parece que o pessoal do Nazif deixou uma cabeça de burro enterrada lá pelas bandas da Secretaria Municipal de Administração.

E não somente na SEMAD. A turma da Secretaria Municipal de Saúde não consegue licitar uma Dipirona, quanto mais contratar profissionais para atender a demanda e providenciar a reforma das unidades de saúde, que estão caindo aos pedaços. Enquanto isso, o prefeito e o secretário da pasta acreditam cegamente que a terceirização é a panaceia para todos os males crônicos do setor. E olha que o doutor Orlando chegou ao comando da SEMUSA falando grosso, encarnando o tipo faço e arrebento. Até hoje, porém, não conseguiu tirar suas ideias do limbo.

Não foi isso, contudo, que o prefeito Hildon Chaves prometeu à população, durante a campanha eleitoral. Fosse de aperto financeiro a situação do caixa municipal e se encontrasse a administração do doutor Hildon castigada por dificuldades, via o corte de repasses federais, até que se poderia compreender o estado de penúria que afeta setores essenciais do governo.

Mas não é esse o caso. Foi o próprio prefeito quem disse, em alto e bom tom, para que se não pairasse dúvidas, que a doença da saúde municipal não era falta de grana, mas de gestão. Então, prefeito, troca de novo. O senhor já fez isso tantas vezes. Agora, só não troque seis por meia dúzia, pelo amor de Deus! Pare de brincar com coisa séria!

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Comentários

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    Sebastião Farias 03/05/2018

    Caro formador de opinião, é elogiável o que você expõe mas, quem elege seus administradores e seus representantes sem contra-partida, é o povo, na sua maioria, sem um projeto político/administrativo para o município, para o Estado ou à nação, para orientar sua votação e, se o povo nem conhecem e sabe o que fazem os parlamentares, seus representantes e fiscais e, quais as responsabilidades deles na conformidade, qualidade, segurança e boa funcionalidade das obras e/ou serviços públicos de seus interesses e, como não conhece e nem cobra os seus fiscais as coisas ficam iguais ou pioram. Aí, está a sua grande oportunidade para ajudar a todos nós, leigos nessas questões, quem sabe,? iniciando talvez, a partir da imprensa, uma Campanha Cidadã de Esclarecimentos e Conscientização Popular, do cidadão e eleitor, requerendo junto aos Poderes Legislativos, o seguinte: i) divulgando em todos os órgãos públicos, Relação das Comissões Permanentes (Temáticas)-CPs e/ou Comissões de Fiscalização e Controle-CFC existentes, acompanhadas de resumo do que são e o que fazem; ii) Relação nominal dos Parlamentares Presidentes e Membros de cada Comissão; iii) como operam? iv) o resto é com vocês. Abaixo, minha contribuição sobre o assunto. "Senhores formadores de opinião. Aproveito a oportunidade para lhes consultar sobre o que acham, por exemplo, de nossa imprensa e meios de comunicações de massa, começarem a quebrar o paradigma de blindarem autoridades responsáveis pela execução de obras e/ou de prestação de serviços públicos à sociedade, sempre entrevistando os envolvidos individualmente, sem trazer contribuição significativa à cidadania, à moralização da ética pública e à transparência das boas práticas de execução e fiscalização das obras públicas, de interesse da sociedade. Caso os membros da imprensa se convençam da sua importância fundamental nessa questão, e em mudarem seus procedimentos de entrevistas para ajudarem o país e a sociedade, ao trazerem para darem informações e esclarecimentos periódicos à sociedade, com foco na conformidade, na agilidade do cronograma estabelecido, na efetividade, na qualidade de materiais e técnica, na segurança dos usuários e na boa funcionalidade dos objetos contratados, amparados por recursos públicos, estarão assim, os comunicadores, dando uma inegável contribuição ao desenvolvimento da cidadania, da conscientização do povo e, dando um golpe mortal nos esquemas de corruptos e corrupção, de desperdícios de recursos públicos, de atraso e superfaturamento de obras e/ou serviços públicos, etc, que fomentam a desigualdade, a concentração de riquezas, a pobreza e a miséria do povo. Para que se tenha noção clara, o que se passa com a gestão pública, a fiscalização e controle proativo no Brasil, hoje, pode ser comparado com uma família, cujo patriarca, ao necessitar realizar uma obra em sua residência, contrata a empresa prestadora dos serviços que, conhecido o projeto, inicia os trabalhos de qualquer jeito, constrói, termina os acabamentos, cobre, pinta, termina o piso, por fim, conclui e entrega a obra. Agora, duas realidades fictícias para sua avaliação e comparação com o setor público: i) A empresa, durante o seu trabalho, não foi uma única vez, incomodada pela fiscalização do contratante; ii) A empresa, durante o seu trabalho, esteve sobre permanente fiscalização do contratante; Pergunta-se: desses cenários, qual o que não é desejável e, que tem mais chance de resultar em problemas para o contratante? Não há dúvidas de que, é o primeiro ítem, certo? Pois bem, a gestão de um País, de um Estado ou de um Município, segue o mesmo princípio de uma família. Se a família que tem o Patriarca como gestor e fiscal, as unidades federadas possuem os Poderes Constitucionais e todos os meios legais e físicos, para gerar, planejar, executar, fiscalizar, controlar e produzir boas obras públicas, bons produtos públicos e bons serviços públicos para seus beneficiários, os cidadãos e contribuintes. Assim, a título de contribuição a informação dos cidadãos, no âmbito dos serviços públicos, dentre outras, são essas as competências e/ou atribuições fundamentadas e fiscalizatórias dos parlamentares, das Comissões Permanentes (temáticas)-CPs e/ou Comissões de Fiscalização e Controle-CFCs: federal ( Artigos. 44 a 46, associados aos Artigos 49 e seus Incisos IX a XI; 50 e 51 da CF); estaduais ( Artigos 8º; 9º; 29 e seus Incisos XXXVI e XXXVIII; 36; 46 a 49 e 135. exemplo da CE/RO) e municipais (Artigos 47; 48 e seus incisos VII, XVI e XVIII; 49; 50; 73 e 74. Exemplo da Lei Orgânica do Município de P. Velho/RO), por serem elas, auxiliadas pelos TCs, as primeiras instâncias da cadeia pública de Fiscalização e Controle Cidadã. O modus operandi seria, as perguntas pela imprensa serem sempre dirigidas aos representantes dos Poderes Legislativos (os Fiscais do povo), tipo: Quantas vezes os senhores inspecionaram, fiscalizaram, etc, a conformidade, a efetividade e a qualidade da execução do projeto de tal obra ou serviço público contratado? Ou então, quantas vezes os senhores, através da vossa CFC, monitorou, inspecionou ou fiscalizou a boa funcionalidade, a qualidade e segurança dos serviços públicos prestados?, por ex: por um Posto de Saúde, Hospital Público, transportes urbanos, estabelecimentos escolares, obras de asfaltamento, etc. Para concluir, o que encontraram? e, que recomendação fizeram?, em caso de desconformidade identificada, quais os prazos dados para sua correção? Foram atendidos? O objeto foi atendido? , e por aí vai. Isso, além de dignificar e valorizar de forma positiva o trabalho da imprensa, sem ofensas, mas, cumprindo sua função social e cidadã, amparada no respeito e na verdade, certamente, que contribuiria muito, para correção desse desvio ético no serviço público e para que, as notícias de corrupção tendessem a desaparecer de nosso meio. Desculpem-nos, por lhes ter dito isso. Nossa intensão, não é saí na busca de ninguém ou de culpados mas, de obrigar que as CFC's dos Poderes Legislativos que vieram para impedirem que esses desvios se criassem, passem a atuar efetivamente, conforme determina a Constituição estadual e a lei orgânicas dos municípios, em defesa dos recursos e do patrimônio, ajudando a instruir com isso, os cidadãos e conscientizando-os, de seu poder e direitos, ao acesso de obras e serviços públicos de qualidade, seguros e funcionais. Sei que os senhores entendem o espírito da coisa e da nossa sugestão, muito importante, nesse momento em que logo teremos novas eleições, onde devemos nos precaver, através da conscientização do povo, da presença nesses Poderes, de políticos irresponsáveis e infiéis aos cidadãos, sem compromisso com o povo e a nação, além de oportunistas. São essas, nossa contribuição, um abraço, desculpem a qualidade do texto e muitas felicidades. Sebastião Farias Um cidadão brasileiro"

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    Autor 03/05/2018

    Desculpe, leitor! Onde se lê: anos, leia-se: anjos

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