Espaço alternativo: onde a lei e a ordem passam ao largo e a desordem manda

Numa autêntica “terra sem lei”, enquanto isso a cada final de semana os espaços destinados ao lazer da população, numa cidade de praticamente nenhuma outra opção.

Lucio Albuquerque
Publicada em 03 de maio de 2019 às 08:45
Espaço alternativo: onde a lei e a ordem passam ao largo e a desordem manda

O que era para ser um local de lazer público, de orgulho para o morador de Porto Velho e cartão postal da capital está transformado num espaço sem lei, onde especialmente durante a noite e a madrugada – principalmente de sexta a domingo, parques infantis, botecos de bebidas diversas, motos com descargas abertas e ultrapassagens perigosas, mesmo  nos horários em que só uma faixa da pista está disponível para o tráfego.

Some tudo isso à falta de fiscalização (inclusive à venda de bebidas), a omissão de agentes municipais de trânsito e da Polícia Militar idem idem, o excesso de cães circulando entre os que se arriscam a buscar o lazer ali, onde a cada vez o perímetro que seria utilizado pelo cidadão está ocupado por rodas de bebidas, comidas de todos os tipos – e sabe Deus como são manipuladas, o que denota mais um órgão ausente, chamado “vigilância sanitária”.   

É apenas um quadro pequeno da situação em que se encontra a obra, destinada ao lazer e ao convívio social, construída no governo Confúcio Moura, o Espaço Alternativo, construção que, aliás não chegou ao fim porque, dentre outras coisas, falta acabar o estacionamento, no piso e na iluminação. Aos finais de semana, à noite, quando o Espaço recebe dezenas de milhares de pessoas, aí a baderna toma conta.

Ano passado procurei as assessorias de comunicação do governo, do DER e da prefeitura pedindo informações sobre a quem estaria competindo a administração do Espaço. Não tive resposta. “Quem quer vem, instala sua barraca e vende o que quiser”, me disse no último domingo um vendedor de “cerveja suja”, acrescentando que “pelo menos comigo foi assim”. Ele conta, como outros que basta chegar e armar sua arapuca. Numa autêntica “terra sem lei”, enquanto isso a cada final de semana os espaços destinados ao lazer da população, numa cidade de praticamente nenhuma outra opção.

(Voltarei ao assunto)

Francisco Chagoso, presidente da Academia de Letras de Rondônia

GAROTO, MENINO, JOVEM.....

.... e matou um professor. Segundo o noticiário, que trata dessa forma o autor do crime, ele teve a frieza não só de atirar pelas costas na vítima mas, ainda não satisfeito, aplicou-lhe o coup de pitié. Com 17 anos e já podendo colocar em seu “currículo” um ato pelo qual, conforme a legislação vigente no país, não irá a julgamento popular e, completada a maioridade, sua ficha delituosa. Igual a qualquer jovem da mesma idade cuja única entrada em órgão policial tenha sido para tirar sua RG. Como acontece muitas vezes, sempre a lei bancando o lado errado.

IFRO

Tem um balcão de concreto na guarita de acesso do IFRO/Calama que já causou prejuízo a muita gente. Só este ano três carros já acabaram com suas latarias ali. A informação foi de uma funcionária do próprio IFRO que, como outros, considera aquela armadilha inteiramente desnecessária.

CADÊ A SUPERVISÃO?

Ou coisa similar. Em escolas públicas e privadas, pessoas travestidas de professores praticam ideologia de gênero, fazem proselitismo político, mas quem tem o dever de gestão escolar parece não cumprir suas obrigações profissionais. Ou será compadrismo ou irresponsabilidade?

SARAU

Dia 9, quinta-feira que vem, a ACLER realiza na sede social do Sindsef um sarau, com programação bem vasta, incluindo “poesia no varal”, show musical e muita discussão sobre literatura e cultura. Informações com acadêmica Carminda pelo zap 99299 5400.

HISTÓRIAS DO LÚCIO

O que dá trocar o “C”  pelo “G”

Quando eu era garoto havia um personagem das estórias em quadrinho chamado Hortelino Troca Letras, sofria de “Dislalia” - do grego dys + lalia, que se caracteriza pela dificuldade em articular as palavras (https://www.clubedafala.com.br/dicas/dislalia-troca-de-letras/).

Errar escrevendo, ou falando, quem não o faz, daí talvez que o redator do jornal de uma cidade mineira também não deve ser crucificado pela troca da letra “C” pela “G” na manchete principal do referido hebdomadário (traduzindo: semanal).

Agora, que ficou interessante não há dúvidas, porque a matéria era sobre campanha de vacinação e o título da capa do referido saiu da forma seguinte:

“Prefeitura garante que não vai faltar VAGINA”.

Na cidade, até por falta de assunto muitos marmanjos se ouriçaram com a chamada, mas o vigário, com certeza, deve ter sido perturbado por fiéis.

P.S.  No extinto jornal O Guaporé, aqui nestas terras tupiniquins, como chamava o jornalista Juvenal que alguns lembram pelo nome Jorcêne Martinez, publicou uma manchete chamando de “Caralho” (*) um camarada cujo sobrenome era Carvalho. Deu uma confusão porque o dito cujo era um figurão local e foi tomar satisfações. No dia seguinte com a nota pedindo desculpas, nova confusão porque a edição saiu outra vez com o nome comum com que muitos identificam a parte externa do aparelho genital masculino.

(*) Segundo o Dicionário online de Português trata-se de um vocábulo “interjeição e substantivo masculino”

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Comentários

  • 1
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    Ligia 03/05/2019

    A gente sabe que o desemprego tá mto grande em todos os lugares, mas realmente tá demais.Fora a falta de cuidado com a poda do capim que tá alto.Dá tristeza ver aquele lugar tão bonito e abandonado pelo poder publico.

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