Ex-presidente da CPI de Crimes Cibernéticos, Mariana Carvalho diz que Brasil precisar estar mais preparado para ciberataques

O Brasil foi um dos mais de 150 países atingidos pelo ciberataque iniciado na última sexta-feira (12).

Assessoria
Publicada em 16 de maio de 2017 às 10:55
Ex-presidente da CPI de Crimes Cibernéticos, Mariana Carvalho diz que Brasil precisar estar mais preparado para ciberataques

O Brasil foi um dos mais de 150 países atingidos pelo ciberataque iniciado na última sexta-feira (12), que paralisou o funcionamento de hospitais britânicos e afetou as atividades de grandes companhias, como as fábricas da Renault, a empresa de correspondência FedEx, a espanhola Telefónica, que controla a operadora Vivo, entre outras.

No Brasil, o ataque cibernético atingiu os computadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Eles foram desligados preventivamente, o que prejudicou o atendimento aos usuários. A assessoria do órgão informou que uma avaliação será feita nesta semana e que os atendimentos prejudicados serão reagendados tão logo o sistema seja normalizado.

Em outras instituições, como a Petrobras, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo, os funcionários foram orientados a desligarem as máquinas, e alguns sites ficaram foram do ar.

Já a Telefónica Brasil informou que seus serviços no país não foram afetados pelo incidente e que a empresa está tomando as devidas precauções. Mesmo com o baixo impacto do ciberataque no país, a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO) alerta que o Brasil precisa reforçar suas estratégias de defesa contra hackers.

“O que a gente percebe é que não só o Brasil, mas o mundo não está para esse tipo de ataque. O Brasil precisa se atentar que o mundo está cada vez mais tecnológico e precisa estar preparado para isso, discutir. Muitas vezes, a gente só sabe mesmo da gravidade do problema quanto sofre um ataque.”

A tucana, que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a prática de crimes cibernéticos no país, aponta que a legislação brasileira sobre o tema é frágil, e o Brasil evolui devagar em relação às tecnologias.

“Quando eu estava à frente da CPI dos Crimes Cibernéticos, a gente percebeu que tudo é tão rápido, as tecnologias, os avanços que os hackers usam. O que a gente tenta fazer é uma legislação de proteção. Infelizmente, o país não têm nada que garanta isso”, afirmou a deputada.

O ataque infectou máquinas ao redor do mundo com um vírus do tipo ransonware, que sequestra dados e cobra um resgate para liberar o acesso. Os hackers responsáveis pela contaminação exigiram das vítimas um pagamento em bitcoin, moeda eletrônica criptografada.

Comentários

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    joao paulo 16/05/2017

    Deputada vá defender os trabalhadores contra as reformas do quadrilheiro Temer, tem que acabar com a corrupção, fraudes, grandes devedores inclusive municipios e uso indevido do dinheiro do inss. O PSDB entrou com representaçao contra a chapa dilma/temer agora que tá mordendo a teta quer livrar o temer. O eleitor tá de olho.

  • 2
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    [email protected] 16/05/2017

    Ela apareceu, fazia um tempinho que a deputada "Rondonia" não aparecia; nos já estamos perto de da eleição?

  • 3
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    Maria das graças 16/05/2017

    Olha só com que essa "coisinha" está preocupada!!!! Tá com medo que invandam o sistema da escolinha do seu pai? Seria ótimo!!! Procura o que fazer coisinha!

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