Incêndio mostra o abuso de quem explora a miséria humana

Dois de maio de 1968 foi um dia qualquer no calendário...

Lúcio Albuquerque, repórter
Publicada em 02 de maio de 2018 às 10:05

Dois de maio de 1968 foi um dia qualquer no calendário, mas uma revolta de estudantes da Universidade de Paris protestaram contra decisão da reitoria de excluir alguns alunos e, daí em diante, o que era apenas uma questão administrativa viralizou, e provocou uma mudança enorme no mundo.

Neste terça-feira, caso alguém, especialmente quem àquela altura estava na faixa entre 16 e 30 anos, queira lembrar o fato poderá até mandar fazer um bolo e cantar o tradicional “Parabéns a você”. De repente a coisa pegou, viajou o mundo e o mundo soube que a partir de então teria de conviver cm outra realidade, e que os jovens tinham muito a dizer, e precisavam ser ouvidos.

No Brasil, também, a coisa pegou, ainda mais porque o país vivia sob  governos militares, e passamos a conviver a partir de 13 de dezembro com a dura realidade do Ato Institucional número 5. Lamentavelmente alguns oriundos daqueles tempos, e outros que vieram a seguir, acabaram manchando seus currículos, em realidade passando a ter não mais que autênticas “folhas corridas” – é só dar uma olhada sem compromisso na Lava Jato.

Naquele 1968 o Brasil tinha em torno de  59 milhões de habitantes. O índice de analfabetismo era enorme, ninguém ascendia de classe social por decreto nem, muito menos, passava de ano escolar também por decreto e a Educação Pública era infinitamente melhor que o Brasil de 207 milhões de habitantes atuais, onde a primeira vítima do processo é justamente o Professor.

Meio século depois da eclosão do movimento de Nanterre, o Brasil apresenta números absurdamente vergonhosos no teste de Pisa: em 2016, competindo com 70 países  o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

UM país em que muitos estados não pagam nem o Salário Mínimo Profissional aos Professores, sem qualquer dúvida, não pode ser levado a sério.

No Brasil de 1968 chegavam os acordes do ritmo do “É proibido proibir”, mas também havia muito mais respeito por qualquer coisa que fosse pública ou de propriedade alheia. Era uma época em que juízes e ministros só falavam  “nos autos do processo”, e também ao contrário de agora, não havia um Ministério de Direitos Humanos.

Um Ministério que, pelo visto, como as Comissões de Direitos Humanos de várias estirpes, atuam de forma caolha, abrindo para o cidadão comum a ideia de que “direitos humanos” não sejam para o cidadão que paga impostos e para outros. Hoje os tais “direitos” só para os outros.

Ainda desde o dia 1º uma amostra dada com o incêndio num prédio em São Paulo: denúncias aparecem de que entidade apresentada como trabalhando em defesa de um segmento da sociedade, estavam cobrando aluguel de famílias que invadiram o tal prédio.

Será que o tal Ministério dos Direitos Humanos não sabia? Ou que outras autoridades de  Brasília também não sabiam? De que crime se pode acusar? Um prédio da União, invadido por supostos moradores sem teto, explorados por uma organização claramente irregular. Omissão ou prevaricação com  fins eleitoreiros?

Inté outro dia, se Deus quiser!

SEU BENU

Seu Benu anda meio tranquilo lá pelo Dados do Pisa, prova feita em 70 países, foram divulgados nesta terça; Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática Valhalla, mas acompanha pari passu o que os jornalistas daqui andam escrevendo ou falando nos meios de comunicação de lá.

Semana passada ele mandou uma de suas “jóias”, recorte do falecido Estadão do Norte, dia 29 de setembro de 2001. É que a manchete de uma das páginas dizia assim: “PM tem brinquedos para filhos vender a filhos  de militares”.

Era uma campanha da PM para que os seus membros presenteassem seus filhos. Pelo visto o editor do Estadão do Norte resolveu complicar. E acabou complicando tudo e deixando grande interrogações nas cabeças dos leitores.

O DIA NA HISTÓRIA – mês de maio

(Rondônia)

Dia 1º – 1925 – A Bula Pontifícia  cria a prelazia de Porto Velho, tendo como bispo dom Pedro Massa. O primeiro pároco foi o padre Antonio Carlos Peixoto, que assumiu em 1925 (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho)

Dia 2 – 1929 – O tenente Aluízio Pinheiro Ferreira é nomeado pelo Governo Federal para ser o comandante do Contingente Regional anexo à Comissão de Linhas Telegráficas com sede em Santo Antonio  - então Estado de Mato Grosso. (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho)

Dia 3 – 1917 – Lançada a pedra fundamental para construir uma igreja católica em Porto Velho, em ato presidido por dom Irineu Joffely, bispo do Amazonas e autoridades municipais (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho e Abnael Machado de Lima, Porto Velho – de Guapindaia a Roberto Sobrinho).

Dia 3 – 1921 – Um grupo de jovens apresenta a peça teatral No Paiz do Ouriço, a primeira do gênero em Porto Velho, no cine teatro Phenix  - Rua da Palha, atual Natanael de Albuquerque. (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho)

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