Internet e telefonia móvel atenderão comunidades indígenas e ribeirinhas de Guajará-Mirim

Isso será possível com a implantação do projeto ‘Sou Conectado’.

Texto: Secom Fotos: Jeferson Mota
Publicada em 24 de novembro de 2017 às 13:59
Internet e telefonia móvel atenderão comunidades indígenas e ribeirinhas de Guajará-Mirim

Moradores do distrito de Surpresa serão beneficiados com o projeto

A aquisição e instalação de equipamentos necessários (hardware) para a captação do sinal de telefonia móvel e acesso à internet via satélite vai permitir que quatro comunidades indígenas e a comunidade do distrito de Surpresa, localizadas ao longo dos rios Mamoré e Guaporé em Guajará-Mirim, saiam da escuridão tecnológica e explorem os diversos recursos oferecidos. Isso será possível com a implantação do projeto ‘Sou Conectado’. A iniciativa da Associação dos Moradores e Agricultores do Distrito de Surpresa (AMADSUR) tem o apoio do governo de Rondônia.

O governador Confúcio Moura acredita na tecnologia para fomentar o desenvolvimento e incentivar o conhecimento. Para ele, o governo deve investir em educação e tecnologia e proporcionar possibilidades de crescimento para todo cidadão.

Com recursos no valor de R$ 783 mil, viabilizados parte pelo Governo de Rondônia e parte por emenda parlamentar do deputado estadual Neidson, o projeto vai possibilitar, entre outros resultados, a agilidade na comunicação das comunidades com o poder público e o restante do mundo, diminuindo o tempo no atendimento de uma urgência, por exemplo.

O projeto prevê o benefício direto de 1.523 famílias de produtores rurais proporcionando melhoria de vida, o bem estar, e o desenvolvimento social, tecnológico e econômico da região por interligar digitalmente as comunidades ao mundo. As instalações das torres de transmissão serão feitas em locais estratégicos a fim de proporcionar maior cobertura do sinal, garantindo conectividade às escolas públicas, postos de saúde, entre outros serviços existentes na região.

Além da comunidade ribeirinha do distrito de Surpresa serão atendidas as comunidades indígenas de Tanajura, Deolinda, Sotério e Ricardo Franco.
“A execução deste projeto representa a comunicação na em locais isolados e reflete na ação de salvar vidas. O governador é muito sensível às necessidades básicas da população e suas carências, diante disso determinou empenho da equipe na concretização deste projeto inovador que tira as comunidades do isolamento tecnológico e amplia as possibilidades de desenvolvimento”, explica o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, George Braga.

A secretária regional de Guajará-Mirim, Genilda Flores, explica que atualmente a área ribeirinha do rio Mamoré e Guaporé possui dez pontos de ensino educacional infantil e médio. A população estimada nessa área é de 6.100 tendo como base econômica a agricultura familiar e da pesca, além do extrativismo em reservas especificas e contam apenas com um único meio de transporte sendo ele fluvial.

“Estes sistemas servirão como meio de complementação da educação e inclusão social dos moradores dessas comunidades. O sistema proporcionará um meio de comunicação eficiente a estas localizadas isoladas gerando um desenvolvimento no setor produtivo, cultural, social e na saúde, pois eles poderão realizar suas vendas, atendimentos, agendamentos, consultas, serviços bancários e previdenciários, entre outros pelo sistema de comunicação”, disse Genilda.

A Associação dos Moradores e Agricultores do Distrito de Surpresa (AMADSUR) é composta por familiares de ribeirinhos que ao longo dos anos vem realizando ações sociais, voltadas às necessidades das comunidades isoladas.

ACESSO REAL
O gerente de informática da Sepog, James de Melo, explicou que será instalada uma torre em cada comunidade. Cada antena vai captar o sinal de voz a partir de uma base no município. “Este sinal, ao chegar à localidade será ampliado, inicialmente no raio de 1 km, para que todos que tenham um celular convencional tenham acesso aos serviços por meio das operadoras que atuam na localidade”, disse o gerente.

Em relação ao acesso à internet, foi optado pelo modelo via satélite com sinais individuais e independentes que contarão com uma base de apoio em Porto Velho.

A previsão é de que o projeto inicie no primeiro quadrimestre de 2018.

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