Linguagem simples em acordos aproxima cidadão da Justiça

Resumo em linguagem acessível ajudou trabalhador sem advogado a compreender o acordo e exercer sua autonomia

Fonte: TST - Publicada em 17 de setembro de 2026 às 19:48

Linguagem simples em acordos aproxima cidadão da Justiça

Decisões mais claras permitem que as partes compreendam os fundamentos dos julgamentos e os efeitos práticos das decisões em suas vidas, além de promover um sentimento de acolhimento e reduzir barreiras que afastam o cidadão do sistema de Justiça. 

Atendendo a Recomendação 144/2023 do Conselho Nacional de Justiça, a Justiça do Trabalho vem incentivando, cada vez mais, a adoção da linguagem simples, clara e acessível em seus atos e comunicações.

Transparência e confiança 

Recentemente, o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal Superior do Trabalho (Cejusc/TST) realizou uma audiência de conciliação em que a linguagem simples foi essencial para a construção de um acordo. Uma das partes era um trabalhador que ajuizou a reclamação trabalhista sem advogado.

Para o vice-presidente do TST e coordenador do CEJUSC, ministro Caputo Bastos, a conciliação somente alcança sua finalidade quando as partes compreendem plenamente o conteúdo do acordo que construíram.

“A utilização da linguagem simples fortalece a transparência e amplia a confiança do cidadão no Poder Judiciário, contribuindo para que as partes compreendam tudo o que foi negociado e homologado. -Esperamos que essa boa prática seja adotada pelos CEJUSCs de toda a Justiça do Trabalho”, defende o ministro. 

Cooperação judiciária 

A audiência foi conduzida, em Brasília, pela juíza auxiliar da Vice-Presidência do TST Déa Yule, e pela conciliadora do CEJUSC Danielle de Almeida Soares. O trabalhador participou por videoconferência a partir da  Vara do Trabalho de Redenção (PA), que disponibilizou toda a estrutura tecnológica e o apoio de um servidor durante todo o processo. 

Segundo Yule, a tecnologia não pode criar novas barreiras de acesso à Justiça: “Apesar de o trabalhador estar a quilômetros de distância, a cooperação entre as unidades permitiu que a Justiça do Trabalho cumprisse seu papel”.

Sem juridiquês 

Mesmo sem a presença do advogado, o trabalhador participou ativamente de toda a mediação. Após a leitura integral da ata com o conteúdo do acordo, ele recebeu um resumo em linguagem simples, como se fosse uma tradução do que foi estabelecido juridicamente, reforçando a transparência, a autonomia da parte e a confiança no processo conciliatório.

O documento respondia, de forma clara e objetiva, questões como: o valor a receber, como seria feito o pagamento, o que ocorreria em caso de atraso e quais seriam os próximos passos após o pagamento.

Para a juíza, a experiência mostra que a inovação no Poder Judiciário vai além da tecnologia: “Tivemos uma combinação que considero muito feliz com o uso de linguagem simples, mediação, tecnologia e cooperação judiciária. Inovação também é pensar como fazer que a Justiça seja compreensível, acessível e verdadeiramente  próxima das pessoas”, resume.

(Andrea Magalhães/LA)

Linguagem simples em acordos aproxima cidadão da Justiça

Resumo em linguagem acessível ajudou trabalhador sem advogado a compreender o acordo e exercer sua autonomia

TST
Publicada em 17 de setembro de 2026 às 19:48
Linguagem simples em acordos aproxima cidadão da Justiça

Decisões mais claras permitem que as partes compreendam os fundamentos dos julgamentos e os efeitos práticos das decisões em suas vidas, além de promover um sentimento de acolhimento e reduzir barreiras que afastam o cidadão do sistema de Justiça. 

Atendendo a Recomendação 144/2023 do Conselho Nacional de Justiça, a Justiça do Trabalho vem incentivando, cada vez mais, a adoção da linguagem simples, clara e acessível em seus atos e comunicações.

Transparência e confiança 

Recentemente, o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal Superior do Trabalho (Cejusc/TST) realizou uma audiência de conciliação em que a linguagem simples foi essencial para a construção de um acordo. Uma das partes era um trabalhador que ajuizou a reclamação trabalhista sem advogado.

Para o vice-presidente do TST e coordenador do CEJUSC, ministro Caputo Bastos, a conciliação somente alcança sua finalidade quando as partes compreendem plenamente o conteúdo do acordo que construíram.

“A utilização da linguagem simples fortalece a transparência e amplia a confiança do cidadão no Poder Judiciário, contribuindo para que as partes compreendam tudo o que foi negociado e homologado. -Esperamos que essa boa prática seja adotada pelos CEJUSCs de toda a Justiça do Trabalho”, defende o ministro. 

Cooperação judiciária 

A audiência foi conduzida, em Brasília, pela juíza auxiliar da Vice-Presidência do TST Déa Yule, e pela conciliadora do CEJUSC Danielle de Almeida Soares. O trabalhador participou por videoconferência a partir da  Vara do Trabalho de Redenção (PA), que disponibilizou toda a estrutura tecnológica e o apoio de um servidor durante todo o processo. 

Segundo Yule, a tecnologia não pode criar novas barreiras de acesso à Justiça: “Apesar de o trabalhador estar a quilômetros de distância, a cooperação entre as unidades permitiu que a Justiça do Trabalho cumprisse seu papel”.

Sem juridiquês 

Mesmo sem a presença do advogado, o trabalhador participou ativamente de toda a mediação. Após a leitura integral da ata com o conteúdo do acordo, ele recebeu um resumo em linguagem simples, como se fosse uma tradução do que foi estabelecido juridicamente, reforçando a transparência, a autonomia da parte e a confiança no processo conciliatório.

O documento respondia, de forma clara e objetiva, questões como: o valor a receber, como seria feito o pagamento, o que ocorreria em caso de atraso e quais seriam os próximos passos após o pagamento.

Para a juíza, a experiência mostra que a inovação no Poder Judiciário vai além da tecnologia: “Tivemos uma combinação que considero muito feliz com o uso de linguagem simples, mediação, tecnologia e cooperação judiciária. Inovação também é pensar como fazer que a Justiça seja compreensível, acessível e verdadeiramente  próxima das pessoas”, resume.

(Andrea Magalhães/LA)

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