N26 e a estratégia para enfrentar os desafios de 2020

O ano de 2020 tem sido desafiador para muitas empresas, sobretudo para aquelas situadas na Europa

Redação
Publicada em 30 de junho de 2020 às 11:27
N26 e a estratégia para enfrentar os desafios de 2020

A start up financeira já conquistou cinco milhões de clientes entre Europa e Estados Unidos e vê o novo coronavírus como oportunidade para os bancos digitais; em breve estará operando no Brasil

O ano de 2020 tem sido desafiador para muitas empresas, sobretudo para aquelas situadas na Europa.

Além de terem que lidar com os impactos causados pelo novo coronavírus, ainda precisam encarar as mudanças nas relações comerciais gerada pelo Brexit – como ficou conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Para a start up financeira alemã N26, 2020 representa um pé no freio, mas não uma crise.

A pandemia de covid-19, síndrome respiratória grave que já acometeu mais de nove milhões de pessoas ao redor do globo, inicialmente, afetou o processo de expansão da N26. Mas não freou.

A empresa europeia mantém um crescimento estável e recebeu um aporte de US$ 100 milhões para o enfrentamento da crise decorrente da pandemia. E já conta com cerca de cinco milhões de clientes entre Europa e Estados Unidos. O Brasil segue no radar.

A expectativa é de que a necessidade de mudança no estilo de vida, incluindo o aumento dos pagamentos digitais, tragam novos clientes para o banco.

História 

O N26 é um banco digital, nos moldes do brasileiro Nubank. Fundado em 2013, tinha o objetivo de recriar as relações do consumidor com os serviços bancários, adequando a experiência ao novo modo de vida mais dinâmico e digital. O primeiro produto foi lançado no mercado dois anos mais tarde.

Em 2018, a fintech chamou a atenção de empresas como o Allianz X, Tencent Holdings, Valar Ventures (do criador do Pay Pal) entre outras. No total, foram seis grandes investidores que, somados, aplicaram US$ 215 milhões para que o N26 conseguisse se consolidar no mercado.

E os meninos idealizadores não brincaram em serviço: em 2019, Valentim Stalf e Maximilian Tayenthal anunciaram um aporte de US$ 470 milhões no ano.

Isso colocou o N26 entre as fintechs mais valiosas do mundo. Ainda no ano passado, eles chegaram aos EUA, onde em apenas cinco meses, conseguiram 250 mil clientes.

Uma sede no Reino Unido precisou ser fechada antes mesmo de seu lançamento oficial por conta de negociações do Brexit.

Brasil

Segundo os empresários, 2020 seria o ano do Brasil, conforme anunciado no ano passado.

Porém, houve uma mudança de curso. A ideia inicial era atuar com um banco parceiro, mas agora eles querem autorização do Banco Central para atuar como instituição bancária.

Para isso, o escritório que já está em pleno funcionamento em São Paulo, trabalha para regularizar os processos de licenciamento em solo tupiniquim.

O país é considerado pelos comandantes do N26 como elemento principal do projeto de expansão da marca.

A concorrência com o Nubank, fintech brasileira que oferece os mesmos tipos de serviço, foi apontada como ameaça para a empresa operar no Brasil. No entanto, os responsáveis garantem que não é assim que veem a situação.

O N26 sabe que vai enfrentar um mercado bastante competitivo no Brasil e está investindo uma artilharia pesada para entrar com força suficiente para encarar a batalha de frente.

No ano passado, foi anunciado um investimento de US$ 170 milhões para dar início às operações no Brasil.

A expectativa é de que o N26 esteja pronto para funcionar no país em 2021. Já há um cadastro para uma lista de espera brasileira disponível na página da instituição.

Vantagens

As agências bancárias digitais miram em uma geração que já nasceu imersa na cultura digital, os chamados millennials, pessoas que hoje estão entre os 20 e poucos e 40 anos.

Por já estarem acostumados aos inúmeros recursos facilitadores apresentados pelos avanços tecnológicos, esse grupo estaria mais aberto a mudar suas relações com o dinheiro.

As vantagens dos bancos digitais são bastante atrativas para todas as faixas etárias. O primeiro ponto é a facilidade para abrir a conta.

No N26, bastam passaporte e identidade e um computador ou celular com acesso à internet. E, enquanto a agência não estiver funcionando no Brasil, é preciso comprovar residência na Europa.

Outra facilidade é que o banco não exige comprovação de renda e permite o acompanhamento das transações em tempo real.

E também que a abertura da conta é feita sem taxa, assim como o cartão de débito é oferecido sem custo, entre outras regalias e facilidades não encontradas em bancos tradicionais.

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