Nutrição na gravidez e os impactos na saúde do bebê

Como escolhas alimentares da mãe influenciam crescimento, órgãos e saúde futura do filho

Fonte: Da redação/Foto: iStock - Publicada em 16 de janeiro de 2026 às 11:58

Nutrição na gravidez e os impactos na saúde do bebê

Comer durante a fase gestacional é mais do que uma escolha para saciar a fome da gestante. Nesse período, aquilo que a mãe consome faz toda a diferença, já que contribui diretamente para a nutrição e o desenvolvimento saudável do feto, refletindo também na saúde do bebê após o nascimento.

A importância de comer bem na gestação

O estudo “Importance of Maternal Nutrition in the First 1.000 Days of Life and Its Effects on Child Development: A Narrative Review”, publicado e revisado por especialistas da Escola de Epidemiologia e Saúde Pública do Datta Meghe Institute of Medical Sciences, ressalta que os mil primeiros dias de vida, desde a concepção até cerca dos 2 anos de idade, são um período decisivo, em que a ingestão adequada de nutrientes precisa acompanhar as necessidades do organismo em cada fase.

Por ser uma etapa em que a mulher ainda está gerando e, após o nascimento, exclusivamente amamentando por pelo menos seis meses, é preciso que ela se alimente com todos os componentes nutricionais indicados.

Os dados levantados destacam que, antes da concepção e durante o período gestacional, o aporte nutricional tem o papel de garantir o crescimento do feto, sendo responsável pelo crescimento de órgãos e até mesmo dos dentes e da função nervosa da criança, além de já ajudar a mãe em reservas corporais para amamentação no futuro. 

Ou seja, durante esse período, a mulher precisa de atenção redobrada para aquilo que vai no prato, evitando futuras complicações, tanto na gravidez quanto no desenvolvimento de seu filho.

Nutrientes necessários na gestação

O Ministério da Saúde divulgou em seu site que, em 2022, quase três mil crianças com menos de 1 ano de idade precisaram ser internadas, devido à desnutrição e às complicações associadas.

Esse dado aponta que há um problema evidente relacionado à má alimentação dos bebês ainda na primeira infância. Uma das formas de combater esse dano é através do Guia Alimentar para Gestantes, produzido pelo Ministério da Saúde, material que explica como ter uma fase gestacional tranquila e o desenvolvimento adequado para o bebê, principalmente nesse período.

No guia, é apontado quais são os nutrientes indispensáveis na dieta da gestante. O ferro é um deles, já que garante a produção de células vermelhas e o transporte do oxigênio pelo organismo. Comer feijão todos os dias nas principais refeições é uma das recomendações que evitam a anemia por ferro.

A alimentação variada é o que irá garantir a ingestão de diferentes vitaminas. O consumo diário de legumes, frutas e verduras deve ser priorizado. Esses alimentos ajudam a bater a necessidade de fibras e antioxidantes, evitando o ganho de peso excessivo na gravidez, o nascimento prematuro e o surgimento de anomalias congênitas.

Há ainda o incentivo ao consumo de gorduras boas, como o ômega 3, que ajuda no desenvolvimento do cérebro e no sistema cardiovascular do bebê. Mesmo presente em muitos alimentos, em alguns casos, pode ser necessário fazer a suplementação. Nesse cenário, é essencial conversar com o médico antes de iniciar a ingestão do suplemento.

A boa nutrição da mãe passa ainda por ingredientes que precisam ser evitados, como as bebidas adocicadas, como refrigerantes e sucos industrializados. Ingerir essa grande quantidade de açúcar, corantes e aromatizantes piora significativamente os vômitos e enjoos da gravidez.

O mesmo vale para o consumo alimentar de ultraprocessados, que são ricos em gorduras, sódio e poucas fibras, causando dificuldades para a perda de peso mesmo após o parto.

Vale destacar, por fim, que a preocupação com a alimentação da mulher deve acontecer para além da gestação. Manter uma vida equilibrada irá garantir a saúde do feto nesse período, mas, após o nascimento, permite uma evolução mais saudável e segura, por meio do aleitamento materno, oferecendo um leite com nutrientes adequados.

Nutrição na gravidez e os impactos na saúde do bebê

Como escolhas alimentares da mãe influenciam crescimento, órgãos e saúde futura do filho

Da redação/Foto: iStock
Publicada em 16 de janeiro de 2026 às 11:58
Nutrição na gravidez e os impactos na saúde do bebê

Comer durante a fase gestacional é mais do que uma escolha para saciar a fome da gestante. Nesse período, aquilo que a mãe consome faz toda a diferença, já que contribui diretamente para a nutrição e o desenvolvimento saudável do feto, refletindo também na saúde do bebê após o nascimento.

A importância de comer bem na gestação

O estudo “Importance of Maternal Nutrition in the First 1.000 Days of Life and Its Effects on Child Development: A Narrative Review”, publicado e revisado por especialistas da Escola de Epidemiologia e Saúde Pública do Datta Meghe Institute of Medical Sciences, ressalta que os mil primeiros dias de vida, desde a concepção até cerca dos 2 anos de idade, são um período decisivo, em que a ingestão adequada de nutrientes precisa acompanhar as necessidades do organismo em cada fase.

Por ser uma etapa em que a mulher ainda está gerando e, após o nascimento, exclusivamente amamentando por pelo menos seis meses, é preciso que ela se alimente com todos os componentes nutricionais indicados.

Os dados levantados destacam que, antes da concepção e durante o período gestacional, o aporte nutricional tem o papel de garantir o crescimento do feto, sendo responsável pelo crescimento de órgãos e até mesmo dos dentes e da função nervosa da criança, além de já ajudar a mãe em reservas corporais para amamentação no futuro. 

Ou seja, durante esse período, a mulher precisa de atenção redobrada para aquilo que vai no prato, evitando futuras complicações, tanto na gravidez quanto no desenvolvimento de seu filho.

Nutrientes necessários na gestação

O Ministério da Saúde divulgou em seu site que, em 2022, quase três mil crianças com menos de 1 ano de idade precisaram ser internadas, devido à desnutrição e às complicações associadas.

Esse dado aponta que há um problema evidente relacionado à má alimentação dos bebês ainda na primeira infância. Uma das formas de combater esse dano é através do Guia Alimentar para Gestantes, produzido pelo Ministério da Saúde, material que explica como ter uma fase gestacional tranquila e o desenvolvimento adequado para o bebê, principalmente nesse período.

No guia, é apontado quais são os nutrientes indispensáveis na dieta da gestante. O ferro é um deles, já que garante a produção de células vermelhas e o transporte do oxigênio pelo organismo. Comer feijão todos os dias nas principais refeições é uma das recomendações que evitam a anemia por ferro.

A alimentação variada é o que irá garantir a ingestão de diferentes vitaminas. O consumo diário de legumes, frutas e verduras deve ser priorizado. Esses alimentos ajudam a bater a necessidade de fibras e antioxidantes, evitando o ganho de peso excessivo na gravidez, o nascimento prematuro e o surgimento de anomalias congênitas.

Há ainda o incentivo ao consumo de gorduras boas, como o ômega 3, que ajuda no desenvolvimento do cérebro e no sistema cardiovascular do bebê. Mesmo presente em muitos alimentos, em alguns casos, pode ser necessário fazer a suplementação. Nesse cenário, é essencial conversar com o médico antes de iniciar a ingestão do suplemento.

A boa nutrição da mãe passa ainda por ingredientes que precisam ser evitados, como as bebidas adocicadas, como refrigerantes e sucos industrializados. Ingerir essa grande quantidade de açúcar, corantes e aromatizantes piora significativamente os vômitos e enjoos da gravidez.

O mesmo vale para o consumo alimentar de ultraprocessados, que são ricos em gorduras, sódio e poucas fibras, causando dificuldades para a perda de peso mesmo após o parto.

Vale destacar, por fim, que a preocupação com a alimentação da mulher deve acontecer para além da gestação. Manter uma vida equilibrada irá garantir a saúde do feto nesse período, mas, após o nascimento, permite uma evolução mais saudável e segura, por meio do aleitamento materno, oferecendo um leite com nutrientes adequados.

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