O AMIGO DO AMIGO DE MEU PAI: Apelido do presidente do STF surgiu em obra campeã de propina de R$ 100 milhões, a hidrelétrica de Santo Antônio

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) teria recebido repasses ilícitos que chegam a R$ 20 milhões, segundo outro delator da Odebrecht.

Com informações da Folha de São Paulo
Publicada em 17 de abril de 2019 às 14:47
O AMIGO DO AMIGO DE MEU PAI: Apelido do presidente do STF surgiu em obra campeã de propina de R$ 100 milhões, a hidrelétrica de Santo Antônio

Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal e o ex- senador Valdir Raupp (PMDB-RO)

Reportagem de Mario Cesar Carvalho, da Folha de São Paulo, afirma que o apelido do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (“amigo do amigo do meu pai”) surgiu em derrota da empreiteira Odebrecht em obra campeã de propina, a Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.

A mensagem em que Marcelo Odebrecht chama o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, de “amigo do amigo de meu pai” foi escrita em julho de 2007 e faz referência a uma das obras campeãs em propina na Operação Lava Jato: a usina de Santo Antônio, com mais de R$ 100 milhões em suborno, segundo delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez.

No email, Marcelo faz a seguinte pergunta a dois executivos da Odebrecht: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. O amigo do pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, era Lula, segundo a delação da companhia. Toffoli, diz Marcelo, então chefe da AGU (Advocacia Geral da União) do governo Lula e ex-assessor petista, era o amigo de Lula nesse jogo de apelidos cifrados.

Adriano Maia, que foi diretor jurídico da Odebrecht e cuidava dos contatos com o Judiciário, respondeu à pergunta de Marcelo: “Em curso”.

Os relatos dos delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez apontam que a propina da usina Santo Antônio foi ecumênica e envolveu um arco de partidos que vai do PT ao PSDB, do PMDB ao PP, e até sindicalistas da CUT e da Força Sindical —que, segundo eles, foram subornados para não fazer greve.

Aécio Neves (PSDB), governador de Minas à época, foi acusado por delatores de ter recebido R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez para colocar a Cemig (estatal mineira de energia) e Furnas (estatal federal que estava sob a esfera de Aécio) no consórcio que construiu a usina Santo Antônio.

A Odebrecht diz ter disponibilizado R$ 50 milhões para Aécio fora do Brasil.

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) levou R$ 20 milhões, segundo delatores da Odebrecht. O petista Arlindo Chinaglia, que presidia a Câmara dos Deputados, ficou com R$ 10 milhões, de acordo com eles.

O senador Edison Lobão (PMDB), que sucedeu Dilma no Ministério das Minas e Energia em 2008, recebeu R$ 5,5 milhões para tentar anular o leilão de Jirau, ainda segundo os delatores da Odebrecht. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) teria recebido repasses ilícitos que chegam a R$ 20 milhões, segundo outro delator da Odebrecht.

Todos os citados negam ter recebido recursos ilegais da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.

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Comentários

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    Christian 18/04/2019

    É só lembrar quem nomeou o Toffoli. Luladrão.

  • 2
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    Franco da Rocha 18/04/2019

    vejam se esses vagabundos tem moral para bloquear um cidadão de bem que os criticam "amigo do amigo do meu pai" DIAS TOFOLLI, Bandidos safados esse Raupp ladrão nojento vai se fuder na cadeia por roubar tanto logo o dia dele vai chegar.

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    Antonio Carlos Cruz Veiga 17/04/2019

    Eu também não recebi, quando quando que um elemento vai afirmar que recebeu propina, muita coisa virá a tona.

  • 4
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    joao veras 17/04/2019

    é incrível. Esses caras roubaram dinheiro público e estão soltos, inclusive ocupando altíssimos cargos públicos. O Brasil é uma vergonha.

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    Denilton 17/04/2019

    Só gente de qualidade nesta foto.

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