“OAB não aceita que Câmara seja usada para proteger grupos políticos”, diz Lamachia

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, criticou, no fim de semana, as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou não caber à instituição comentar ritos do processo legislativo no Brasil.

Ascom OAB/RO
Publicada em 19 de junho de 2017 às 14:29

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, criticou, no fim de semana, as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou não caber à instituição comentar ritos do processo legislativo no Brasil. A troca de farpas entre os dois começou depois que a OAB divulgou nota à imprensa sobre o “cinismo” da Casa em ignorar os pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer.

Veja a nota divulgada por Lamachia através das redes sociais

“O presidente da Câmara dos Deputados parece não conhecer trechos da Constituição que são fundamentais para que ele exerça o cargo que está ocupando.

Uma das incumbências dele é apreciar o pedido de impeachment, algo que ele tem se recusado a fazer. Por outro lado, não é função do presidente da Câmara atuar como muralha de proteção a aliados políticos investigados.
A OAB tem a obrigação, estabelecida pela Constituição, de zelar pelo correto cumprimento da lei e pelo funcionamento das instituições que compõe a democracia. Por isso, a OAB não aceita que a Câmara dos Deputados seja usada para proteção de um ou outro grupo político.

O Brasil precisa de homens públicos comprometidos com uma agenda ética e moral, não com paixões partidárias, ideológicas ou ligadas a outros interesses que não sejam os republicanos. Essa é uma agenda de toda a sociedade, não só da advocacia.

É hora de a Presidência da Câmara parar de agir com cinismo, como se nada estivesse ocorrendo no país, e começar a apreciar os pedidos de impeachment”.

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