Os mamateiros de plantão
Alguns mamateiros, depois de conseguirem um mandato, via de regra por processos pouco recomendáveis, não querem mais deixar a mesa dos banquetes oficiais, nem de matar a sede de vantagens ilícitas nas fontes dos cofres públicos
O mundo está passando por intensas mudanças e desafios. Como se não bastasse a inquietação social generalizada em todas as latitudes, uma nova guerra no Oriente Médio acende a angústia em todos os espíritos. Isso porque ninguém pode prevê as consequências que poderão advir para a humanidade de mais esse conflito. O momento é de reflexão e, principalmente, de voltar os nossos olhos para o alto e clamar pela misericórdia do Senhor no sentido de orientar os líderes das nações envolvidas no conflito.
Mais uma vez, políticos brasileiros vão na contramão da história, manifestando solidariedade ao Irã e condenando os ataques dos Estados Unidos contra o regime sanguinário dos aiatolás, responsável por centenas de mortes nos últimos dois meses de protestos contra a teocracia iraniana. Esse é o retrato de um país onde políticos se acostumaram a usar o mandato popular como instrumento de segregação, sempre prontos para defenderem ditaduras que promovem misérias e privações. E o pior é que muita gente acha isso a coisa mais natural do mundo.
Alguém já disse que “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”. Logo, a população brasileira vai acordar desse pesadelo. E, quando isso acontecer, sua primeira providencia é mandar às favas os políticos caricatos que se elegem prometendo servir ao povo, porém, uma vez encastelados no poder, passam a servir-se dele, fazendo da política carreira ou profissão rendosa. Alguns mamateiros, depois de conseguirem um mandato, via de regra por processos pouco recomendáveis, não querem mais deixar a mesa dos banquetes oficiais, nem de matar a sede de vantagens ilícitas nas fontes dos cofres públicos.
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