OSs de saúde – redenção ou a desgraça definitiva da administração Hildon Chaves

Pelo projeto, a administração municipal fica autorizada a celebrar contrato de gestão com entidade privada, sem fins lucrativos, para gerir a área da saúde.

Valdemir Caldas
Publicada em 09 de maio de 2018 às 09:32

O prefeito Hildon Chaves pediu e o plenário da Câmara Municipal de Porto Velho, prontamente, deu-lhe mais uma chance, aprovando, em discussão terminativa, segunda-feira 7, o projeto de lei nº. 988/2018, que dispõe sobre a terceirização dos serviços de saúde.

Pelo projeto, a administração municipal fica autorizada a celebrar contrato de gestão com entidade privada, sem fins lucrativos, para gerir a área da saúde. Na verdade, a proposta alcançava outros setores do governo, como educação, pesquisa cientifica, desenvolvimento tecnológico, esporte, cultura, planejamento urbano, proteção e preservação do meio ambiente, mas a vereadora Cristiane Lopes descobriu a pegadinha e deu o alarme. Foi então que alguém apresentou uma emenda retirando-os do texto, deixando apenas a saúde.

O projeto passou com folga. Teve mais votos do que precisava para ser aprovado. Ao todo, onze vereadores abraçaram a causa do prefeito, dentre eles o seu líder Alan Queiroz, que defendeu a matéria com unhas e dentes. Aliás, foi de Alan o requerimento que pediu a inclusão do projeto na pauta, em regime de urgência, contrariando sua colega Ellis Regina, que ainda tentou dissuadi-lo da ideia, mas o tucano se manteve inflexível, não cedendo um milímetro em suas convicções, mesmo enfrentando a fúria de colegas da Secretaria Municipal de Saúde, que acompanharam a votação da galeria, pois, como se sabe, ele é servidor da SEMUSA.

Alan não só não cedeu como ainda consegui emplacar uma sessão extraordinária para sacramentar a proposta em segunda votação, destacando que a decisão final coube ao presidente da Casa, Maurício Carvalho. Nessa condição, ou seja, como representante do prefeito na Câmara, Alan tem tido uma atuação impecável.

Se esse novo modelo de parceria entre o poder público (município de Porto Velho) e o setor privado (Organizações Sociais) der certo será a redenção política do prefeito Hildon Chaves - cuja popularidade vem caindo pelas tabelas -, que voltará a cair nas graças da população, mas, se a situação degringolar, será o fim de uma carreira política que nem começou direito, restando-lhes, apenas, deitar para ser enterrado.

Já tem gente falando em impeachment, caso o tiro saia pela culatra. Pelo que se tem lido e ouvido sobre as OSS, tudo indica que o prefeito deu um tiro do próprio pé. É aguardar para ouvir e sentir a reação de quem realmente entende do assunto: a população. 

Comentários

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    j paulo 09/05/2018

    É mais facil acreditar na incopetencia gerencial de gestores publicos que entidade sem fins lucrativos.

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    CARLSON 09/05/2018

    OSS significa Organização de Saquear a Saúde!

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