'Pão e circo' ignora crise e problemas urbanos

Pão e circo! A máxima romana sobreviveu aos séculos e continua mandando na vida, apenas como um exemplo nacional,  da grande maioria do povo brasileiro

Fonte: Sérgio Pires - Publicada em 15 de abril de 2026 às 17:53

'Pão e circo' ignora crise e problemas urbanos

Um pouco de cultura e história não faz mal a ninguém. É fácil entender qual o significado de Panem et Circenses, que, traduzido literalmente, significa pão e jogos circenses. O seu autor foi o poeta  Décimo Júnio Juvenal, então muito famoso pelas suas sátiras, nas quais analisava e criticava os hábitos e costumes da sociedade na Roma Antiga O Imperador era Tibério Simpronio Graco, que governou entre 169  e 164  antes de Cristo. Ou seja, uma frase se tornou eterna e já tem cerca de 2.190 anos. O que mudou na sociedade, nestes séculos todos?

Pão e circo! A máxima romana sobreviveu aos séculos e continua mandando na vida, apenas como um exemplo nacional,  da grande maioria do povo brasileiro. Mesmo com todas as dificuldades; com a crise cada vez pior; com impostos sobre impostos sobre impostos; com cada vez mais problemas, o povo gosta mesmo é de uma boa festa, até para esquecer suas dores.

Que o digam os moradores de Guajará Mirim, uma cidade de gente pobre em sua grande maioria, vivendo sob o tacão das ONGs internacionais e do terrorismo ambientalista. Com apenas oito por cento do seu território podendo ser explorado. Lá, não são os moradores quem mandam.

Mesmo com a maioria de suas ruas esburacadas e com mil problemas,  no sábado à noite, milhares pararam de pensar nas dificuldades e foram curtir a festa do Bonde do Forró. E das mulheres lindas, capitaneadas por Juliana Bond e suas garotas. Ninguém se importou pela alta grana paga pelo show.

E foi mesmo um grande evento, o maior dos 97 anos da cidade fronteiriça. E ela recebeu não só gente dali mesmo, mas de cidades vizinhas e da Bolívia. Serviu, ainda, para se tornar uma central de campanha eleitoral para dezenas de políticos. Há quem diga que o público bateu nas 30 mil pessoas.

Durante quase duas horas, os participantes vibraram com as músicas e os músicos; com as belas mulheres e com o bom humor que comandou todo o show. Juliana Bond, uma das mulheres mais belas do país (e é talentosa também) até sugeriu que estava à procura de um namorado, o que fez vibrar os homens presentes.

Para quem assistiu o show, o mais de meio milhão pago aos artistas valeu a pena. Com tanta festa, alegria e gente bonita, quem iria pensar em crise e buracos nas ruas enlameadas? Não é melhor deixar todas estas coisas ruins para depois do show?

Juvenal, lá no Império romano, é quem estava certo. Quando não há o que se comemorar, pão e circo resolve!

Isso fica para depois da festa...

'Pão e circo' ignora crise e problemas urbanos

Pão e circo! A máxima romana sobreviveu aos séculos e continua mandando na vida, apenas como um exemplo nacional,  da grande maioria do povo brasileiro

Sérgio Pires
Publicada em 15 de abril de 2026 às 17:53
'Pão e circo' ignora crise e problemas urbanos

Um pouco de cultura e história não faz mal a ninguém. É fácil entender qual o significado de Panem et Circenses, que, traduzido literalmente, significa pão e jogos circenses. O seu autor foi o poeta  Décimo Júnio Juvenal, então muito famoso pelas suas sátiras, nas quais analisava e criticava os hábitos e costumes da sociedade na Roma Antiga O Imperador era Tibério Simpronio Graco, que governou entre 169  e 164  antes de Cristo. Ou seja, uma frase se tornou eterna e já tem cerca de 2.190 anos. O que mudou na sociedade, nestes séculos todos?

Pão e circo! A máxima romana sobreviveu aos séculos e continua mandando na vida, apenas como um exemplo nacional,  da grande maioria do povo brasileiro. Mesmo com todas as dificuldades; com a crise cada vez pior; com impostos sobre impostos sobre impostos; com cada vez mais problemas, o povo gosta mesmo é de uma boa festa, até para esquecer suas dores.

Que o digam os moradores de Guajará Mirim, uma cidade de gente pobre em sua grande maioria, vivendo sob o tacão das ONGs internacionais e do terrorismo ambientalista. Com apenas oito por cento do seu território podendo ser explorado. Lá, não são os moradores quem mandam.

Mesmo com a maioria de suas ruas esburacadas e com mil problemas,  no sábado à noite, milhares pararam de pensar nas dificuldades e foram curtir a festa do Bonde do Forró. E das mulheres lindas, capitaneadas por Juliana Bond e suas garotas. Ninguém se importou pela alta grana paga pelo show.

E foi mesmo um grande evento, o maior dos 97 anos da cidade fronteiriça. E ela recebeu não só gente dali mesmo, mas de cidades vizinhas e da Bolívia. Serviu, ainda, para se tornar uma central de campanha eleitoral para dezenas de políticos. Há quem diga que o público bateu nas 30 mil pessoas.

Durante quase duas horas, os participantes vibraram com as músicas e os músicos; com as belas mulheres e com o bom humor que comandou todo o show. Juliana Bond, uma das mulheres mais belas do país (e é talentosa também) até sugeriu que estava à procura de um namorado, o que fez vibrar os homens presentes.

Para quem assistiu o show, o mais de meio milhão pago aos artistas valeu a pena. Com tanta festa, alegria e gente bonita, quem iria pensar em crise e buracos nas ruas enlameadas? Não é melhor deixar todas estas coisas ruins para depois do show?

Juvenal, lá no Império romano, é quem estava certo. Quando não há o que se comemorar, pão e circo resolve!

Isso fica para depois da festa...

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