Pesquisa aponta que 81% da comunidade não concorda com o retorno das aulas presenciais sem a completa imunização dos profissionais em Educação

Questionou-se aos pais ou responsáveis por alunos se concordam com a assinatura do Termo de Responsabilidade disponibilizado pela Seduc

SINTERO
Publicada em 31 de julho de 2021 às 09:28
Pesquisa aponta que 81% da comunidade não concorda com o retorno das aulas presenciais sem a completa imunização dos profissionais em Educação

O resultado da enquete feita pela Frente Sindical da Educação de Rondônia revela que 81,3% da comunidade escolar não concorda com o retorno das aulas presenciais na Rede Pública de Ensino, marcado para o dia 09 de agosto pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), sem a completa imunização dos trabalhadores/as em educação. Os dados foram coletados entre os dias 26 a 30 de julho, através da plataforma Google Forms.

5.443 mil pessoas responderam ao questionário com 5 questões. A pesquisa mostra que desse total de participantes 40,3% são pais ou responsáveis; 36,2% trabalhadores e trabalhadoras em educação; 18,6% estudantes e 4,9% outros segmentos da sociedade.

Questionou-se aos pais ou responsáveis por alunos se concordam com a assinatura do Termo de Responsabilidade disponibilizado pela Seduc. O Termo deverá ser preenchido pelos mesmos, assinalando que estão cientes dos riscos e obrigações impostas pela pandemia da Covid-19 ao enviarem seus filhos para as escolas. De acordo com a enquete, 58,9% responderam que não concordam e 41,1% responderam que sim.

Após as manifestações sobre o retorno presencial, os participantes puderam justificar seu posicionamento preenchendo o campo em branco com suas argumentações. De forma quase unânime, a comunidade escolar relatou que não se sente segura ao retorno presencial e defende que além dos trabalhadores/as em educação, as crianças e adolescentes também sejam imunizados, uma vez que eles não estão protegidos do vírus e podem contribuir com o aumento do índice de contaminação no Estado. Outros relatam que as estruturas das escolas são ineficientes para garantir a segurança de todos e que cabe ao Poder Público criar políticas públicas para possibilitar a participação nas aulas presenciais quando for possível.

Para a Frente Sindical da Educação de Rondônia, a pesquisa irá fortalecer a luta para que o retorno presencial ocorra somente após a completa imunização dos trabalhadores/as em educação, com o aumento do índice da população vacinada no Estado e com adoção dos protocolos sanitários nas instituições de ensino.

VEJA OS GRÁFICOS ABAIXO

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Comentários

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    Gilmar Mendes 01/08/2021

    esta pesquisa foi feita apenas com funcionários da educação, nenhum pai ou aluno foi abordado..

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    jonas soares 01/08/2021

    O profissional da educação por força da ligação umbilical com tantos sindicatos, tem de fato fragilidade na saúde, portanto diferente de varias categorias eles não podem trabalhar de maneira presencial, tem saúde muito frágil, talvez fosse o caso deles fazerem estágio junto ao pessoal da saúde, segurança, garis, caminhoneiros, mais afinal eles não podem, são muito frágeis....

  • 3
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    Francisco Xavier 01/08/2021

    O Governo de Rondônia nunca quis a volta das atividades presenciais. Se quisesse, teria vacinado os profissionais e estudantes. Todos os órgãos que defendem a volta às atividades presenciais em escolas continuam no atendimento remoto e sem previsão de retomar os trabalhos presenciais. Imaginar que a doença atinge somente os órgãos que defendem o governo é querer aumentar o número de mortes por covid-19 no estado. Em vez de empurrar a população para a morte, o governo deveria vacinar a população. Até hoje, Rondônia vacinou com duas doses apenas 20% da população. Não existe nenhuma segurança para a volta às aulas presenciais sem a vacina. Governo de irresponsáveis!!!!

  • 4
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    Wilson 31/07/2021

    Pesquisa realizada dentro do sintero, com certeza.

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