Resenha Política, por Robson Oliveira

REVOADA - Ironia do destino: o Avante, partido presidido por Jair Montes, que se autoproclama o único cientista político de Rondônia, corre o risco de perder o deputado estadual eleito Marcelo Cruz por não alcançar a cláusula de barreira

Fonte: Robson Oliveira - Publicada em 05 de novembro de 2026 às 16:30

Resenha Política, por Robson Oliveira

REFERÊNCIA

Já está disponível no canal do YouTube a entrevista com o deputado federal Lúcio Mosquini (PL), coordenador da equipe de transição do governador eleito Marcos Rogério. A conversa já coloca em evidência temas que prometem provocar debates acalorados sobre os rumos da política ambiental e administrativa de Rondônia. Mosquini deverá entregar ao novo governador um relatório sobre a estrutura e o funcionamento das áreas estaduais, documento que servirá de referência para as decisões da futura gestão.

REAÇÕES

Entre as propostas que já começaram a provocar reações estão a extinção do Pelotão Ambiental e a privatização dos parques estaduais, iniciativas que despertam questionamentos e resistência, especialmente entre organizações não governamentais e entidades ligadas à defesa do meio ambiente.

EXPECTATIVAS

Mas a transição não se limita à pauta ambiental. Há também recomendações para conter despesas públicas, rever estruturas administrativas e direcionar investimentos para saúde e infraestrutura, setores que acumulam demandas e precisam entrar na lista de prioridades do próximo governo. O desafio de Marcos Rogério será transformar o diagnóstico em decisões concretas. Afinal, governar não é apenas trocar os ocupantes das cadeiras, mas enfrentar problemas que se arrastam há anos. A transição termina, a responsabilidade começa. E Marcos Rogério sabe o desafio que lhe espera, além das expectativas nele depositada pelo eleitor.

REVOADA

Ironia do destino: o Avante, partido presidido por Jair Montes, que se autoproclama o único cientista político de Rondônia, corre o risco de perder o deputado estadual eleito Marcelo Cruz por não alcançar a cláusula de barreira. Com isso, a legenda também pode ficar sem acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão. Outro que está de malas prontas para abandonar a legenda é Zé Paroca, recém eleito presidente da Câmara dos Vereadores da capital.

LEILÃO

O episódio tem seu lado tragicômico. Meses antes da campanha, Jair Montes ocupou as redes sociais para convocar novos filiados, oferecendo uma espécie de bônus de adesão: dinheiro público do fundo eleitoral para financiar candidaturas. O convite era direto, sem rodeios e com a generosidade de quem parecia ter descoberto uma fonte inesgotável de recursos: “Venha para o Avante que aqui tem dinheiro para você”.

FALIMENTAR

Pois é. O dinheiro, ao que tudo indica, tinha prazo de validade. Sem superar a cláusula de barreira, o partido pode perder justamente aquilo que seu presidente usava como principal argumento de sedução política. A promessa de fartura corre o risco de terminar em jejum institucional. A grana partidária sumiu.

PARDAL

E o mais curioso é que o episódio acontece sob a presidência de alguém que reivindica para si o título de único cientista político rondoniense. Talvez tenha faltado à sua ciência uma conta elementar: partido político não vive apenas de convites, promessas e distribuição antecipada de verbas. Precisa também de votos suficientes para continuar existindo com relevância institucional.

INFIÉS

Agora, Marcelo Cruz pode descobrir que a fidelidade partidária é uma virtude bastante relativa quando o partido perde o acesso ao cofre, ao microfone e à vitrine eleitoral. Ao que parece, o grande cientista esqueceu de fazer a análise mais simples da campanha. Talvez estivesse ocupado demais estudando os bagres do Madeira e tenha deixado passar um detalhe da legislação eleitoral. Na política, até os peixes sabem: quando a água baixa, aparecem os que nadavam apenas na correnteza do financiamento público. E ninguém promete lealdade a quem é devoto da infidelidade. Jair Montes caminha para o ostracismo na política e na ciência. La vante!

DERROTA

Donald Trump levou uma verdadeira surra das urnas. O tsunami de votos em favor do Partido Democrata, com a conquista de cadeiras na Câmara e no Senado americano, expôs o tamanho da resistência ao presidente dos Estados Unidos. O resultado sinaliza uma rejeição a duas das principais marcas de seu governo: a política belicista e a estratégia tarifária, que transformou o comércio internacional em instrumento de pressão política e econômica.

PIADA

A derrota legislativa também impõe limites à disposição de Trump de governar segundo suas próprias vontades, como se o restante do mundo tivesse obrigação de se submeter aos seus caprichos. Enquanto os votos eram apurados nos Estados Unidos, acumulando reveses para os republicanos, uma piada circulava no Brasil: ainda haveria esperança para o trumpismo quando fossem abertas as urnas de Santa Catarina, Paraná e Rondônia, numa referência ao eleitorado mais conservador do hemisfério sul.

YES WE CAN

A ironia é reveladora da identificação de setores da direita brasileira com o projeto político de Trump. Mas a eleição americana deixa um recado que ultrapassa as fronteiras dos Estados Unidos: nem mesmo um presidente que concentra poder, faz ameaças e transforma tarifas em arma diplomática está imune à resposta das urnas. A disputa pelo controle do Congresso mostrou que o eleitorado também pode impor limites a quem acredita governar sem freios. Como diria Obama: YES WE CAN” - Sim, nós podemos.

ENTREVISTA

O governador Marcos Rocha, em encontro casual com este cabeça chata, prometeu conceder a última entrevista na condição de chefe do executivo estadual ao nosso podcast Resenha Política. Aguardamos apenas a data disponível na agenda governamental para a gravação.        

Resenha Política, por Robson Oliveira

REVOADA - Ironia do destino: o Avante, partido presidido por Jair Montes, que se autoproclama o único cientista político de Rondônia, corre o risco de perder o deputado estadual eleito Marcelo Cruz por não alcançar a cláusula de barreira

Robson Oliveira
Publicada em 05 de novembro de 2026 às 16:30
Resenha Política, por Robson Oliveira

REFERÊNCIA

Já está disponível no canal do YouTube a entrevista com o deputado federal Lúcio Mosquini (PL), coordenador da equipe de transição do governador eleito Marcos Rogério. A conversa já coloca em evidência temas que prometem provocar debates acalorados sobre os rumos da política ambiental e administrativa de Rondônia. Mosquini deverá entregar ao novo governador um relatório sobre a estrutura e o funcionamento das áreas estaduais, documento que servirá de referência para as decisões da futura gestão.

REAÇÕES

Entre as propostas que já começaram a provocar reações estão a extinção do Pelotão Ambiental e a privatização dos parques estaduais, iniciativas que despertam questionamentos e resistência, especialmente entre organizações não governamentais e entidades ligadas à defesa do meio ambiente.

EXPECTATIVAS

Mas a transição não se limita à pauta ambiental. Há também recomendações para conter despesas públicas, rever estruturas administrativas e direcionar investimentos para saúde e infraestrutura, setores que acumulam demandas e precisam entrar na lista de prioridades do próximo governo. O desafio de Marcos Rogério será transformar o diagnóstico em decisões concretas. Afinal, governar não é apenas trocar os ocupantes das cadeiras, mas enfrentar problemas que se arrastam há anos. A transição termina, a responsabilidade começa. E Marcos Rogério sabe o desafio que lhe espera, além das expectativas nele depositada pelo eleitor.

REVOADA

Ironia do destino: o Avante, partido presidido por Jair Montes, que se autoproclama o único cientista político de Rondônia, corre o risco de perder o deputado estadual eleito Marcelo Cruz por não alcançar a cláusula de barreira. Com isso, a legenda também pode ficar sem acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão. Outro que está de malas prontas para abandonar a legenda é Zé Paroca, recém eleito presidente da Câmara dos Vereadores da capital.

LEILÃO

O episódio tem seu lado tragicômico. Meses antes da campanha, Jair Montes ocupou as redes sociais para convocar novos filiados, oferecendo uma espécie de bônus de adesão: dinheiro público do fundo eleitoral para financiar candidaturas. O convite era direto, sem rodeios e com a generosidade de quem parecia ter descoberto uma fonte inesgotável de recursos: “Venha para o Avante que aqui tem dinheiro para você”.

FALIMENTAR

Pois é. O dinheiro, ao que tudo indica, tinha prazo de validade. Sem superar a cláusula de barreira, o partido pode perder justamente aquilo que seu presidente usava como principal argumento de sedução política. A promessa de fartura corre o risco de terminar em jejum institucional. A grana partidária sumiu.

PARDAL

E o mais curioso é que o episódio acontece sob a presidência de alguém que reivindica para si o título de único cientista político rondoniense. Talvez tenha faltado à sua ciência uma conta elementar: partido político não vive apenas de convites, promessas e distribuição antecipada de verbas. Precisa também de votos suficientes para continuar existindo com relevância institucional.

INFIÉS

Agora, Marcelo Cruz pode descobrir que a fidelidade partidária é uma virtude bastante relativa quando o partido perde o acesso ao cofre, ao microfone e à vitrine eleitoral. Ao que parece, o grande cientista esqueceu de fazer a análise mais simples da campanha. Talvez estivesse ocupado demais estudando os bagres do Madeira e tenha deixado passar um detalhe da legislação eleitoral. Na política, até os peixes sabem: quando a água baixa, aparecem os que nadavam apenas na correnteza do financiamento público. E ninguém promete lealdade a quem é devoto da infidelidade. Jair Montes caminha para o ostracismo na política e na ciência. La vante!

DERROTA

Donald Trump levou uma verdadeira surra das urnas. O tsunami de votos em favor do Partido Democrata, com a conquista de cadeiras na Câmara e no Senado americano, expôs o tamanho da resistência ao presidente dos Estados Unidos. O resultado sinaliza uma rejeição a duas das principais marcas de seu governo: a política belicista e a estratégia tarifária, que transformou o comércio internacional em instrumento de pressão política e econômica.

PIADA

A derrota legislativa também impõe limites à disposição de Trump de governar segundo suas próprias vontades, como se o restante do mundo tivesse obrigação de se submeter aos seus caprichos. Enquanto os votos eram apurados nos Estados Unidos, acumulando reveses para os republicanos, uma piada circulava no Brasil: ainda haveria esperança para o trumpismo quando fossem abertas as urnas de Santa Catarina, Paraná e Rondônia, numa referência ao eleitorado mais conservador do hemisfério sul.

YES WE CAN

A ironia é reveladora da identificação de setores da direita brasileira com o projeto político de Trump. Mas a eleição americana deixa um recado que ultrapassa as fronteiras dos Estados Unidos: nem mesmo um presidente que concentra poder, faz ameaças e transforma tarifas em arma diplomática está imune à resposta das urnas. A disputa pelo controle do Congresso mostrou que o eleitorado também pode impor limites a quem acredita governar sem freios. Como diria Obama: YES WE CAN” - Sim, nós podemos.

ENTREVISTA

O governador Marcos Rocha, em encontro casual com este cabeça chata, prometeu conceder a última entrevista na condição de chefe do executivo estadual ao nosso podcast Resenha Política. Aguardamos apenas a data disponível na agenda governamental para a gravação.        

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