Rondônia tem 64 desaparecidos a cada 100 mil

No país e em Rondônia, o percentual médio de pessoas sumidas que são encontradas depois, chega a 68 por cento

Fonte: Sérgio Pires - Publicada em 04 de fevereiro de 2026 às 18:01

Rondônia tem 64 desaparecidos a cada 100 mil

Nesta semana, mais uma criança sumiu em Porto Velho. Infelizmente, foi encontrado seu corpo, afogado. Nesta terra de Rondon, aliás, o sumiço de pessoas é algo comum. Os números oficiais apontam que a cada cinco dias e meia, alguém é dado como desaparecido no Estado. Geralmente dias, semanas, meses e até anos depois, muitos dos sumidos são encontrados. Alguns abandonaram tudo, por vontade própria; outros têm problemas mentais; outros porque não queriam voltar à sua terra. No país e em Rondônia, o percentual médio de pessoas sumidas que são encontradas depois, chega a 68 por cento.

A pergunta que não quer calar é: onde estão os outros 32 por cento? E outra: para onde foram levadas muitas crianças que somem e que jamais são localizadas? No ano passado, registros policiais apontavam que 84.760 pessoas desapareceram de uma hora para outra. O total equivale a 232 sumiços diários. Os registros apontam que foram 3.353 pessoas que foram consideradas desaparecidas a mais que em 2024.

Rondônia apresenta em 2021 uma média próxima a 64 pessoas desaparecidas a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de menos de 35. Ou seja, aqui, os índices batem quase no dobro. Em três anos, os números nacionais aumentaram muito. Foram mais de 84 mil sumidos no ano passado, contra 74 mil em 2022. Ou seja, em três anos, o número de ocorrências cresceu em 13,5 por cento, com dez mil casos a mais.

O caso mais famoso do nosso Estado foi o desaparecimento do professor Moisés Rodrigues de Lima, de 39 anos, que sumiu no rio Madeira em outubro de 2013. Quase 13 anos depois, o corpo jamais foi encontrado. Moisés sumiu num período em que havia investigações sobre graves denúncias que ele fez, envolvendo desvios na Secretaria de Educação do Estado, onde ele trabalhava.

No Brasil, dois casos famosos de crianças desaparecidas permanecem sem solução até hoje. O primeiro, o do menino Carlos Ramires da Costa, que sumiu quando estava brincando numa praça do Rio de Janeiro, no início de agosto de 1973, ou seja, há quase 53 anos. O outro, de outra criança, Guilherme Caramês Tibúrcio, de 8 anos, que sumiu quando andava de bicicleta perto da sua casa, em Curitiba, em 1991. Há quase 35 anos, até hoje ninguém sabe o que aconteceu.

No caso de desaparecimento de crianças, a primeira providência é ligar para o número 181. Há também uma cartilha completa sobre como agir rapidamente nestes casos. Ela foi criada pelo Ministério da Justiça no ano passado, com o título “O que fazer quando alguém desaparece?”.

Rondônia tem 64 desaparecidos a cada 100 mil

No país e em Rondônia, o percentual médio de pessoas sumidas que são encontradas depois, chega a 68 por cento

Sérgio Pires
Publicada em 04 de fevereiro de 2026 às 18:01
Rondônia tem 64 desaparecidos a cada 100 mil

Nesta semana, mais uma criança sumiu em Porto Velho. Infelizmente, foi encontrado seu corpo, afogado. Nesta terra de Rondon, aliás, o sumiço de pessoas é algo comum. Os números oficiais apontam que a cada cinco dias e meia, alguém é dado como desaparecido no Estado. Geralmente dias, semanas, meses e até anos depois, muitos dos sumidos são encontrados. Alguns abandonaram tudo, por vontade própria; outros têm problemas mentais; outros porque não queriam voltar à sua terra. No país e em Rondônia, o percentual médio de pessoas sumidas que são encontradas depois, chega a 68 por cento.

A pergunta que não quer calar é: onde estão os outros 32 por cento? E outra: para onde foram levadas muitas crianças que somem e que jamais são localizadas? No ano passado, registros policiais apontavam que 84.760 pessoas desapareceram de uma hora para outra. O total equivale a 232 sumiços diários. Os registros apontam que foram 3.353 pessoas que foram consideradas desaparecidas a mais que em 2024.

Rondônia apresenta em 2021 uma média próxima a 64 pessoas desaparecidas a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de menos de 35. Ou seja, aqui, os índices batem quase no dobro. Em três anos, os números nacionais aumentaram muito. Foram mais de 84 mil sumidos no ano passado, contra 74 mil em 2022. Ou seja, em três anos, o número de ocorrências cresceu em 13,5 por cento, com dez mil casos a mais.

O caso mais famoso do nosso Estado foi o desaparecimento do professor Moisés Rodrigues de Lima, de 39 anos, que sumiu no rio Madeira em outubro de 2013. Quase 13 anos depois, o corpo jamais foi encontrado. Moisés sumiu num período em que havia investigações sobre graves denúncias que ele fez, envolvendo desvios na Secretaria de Educação do Estado, onde ele trabalhava.

No Brasil, dois casos famosos de crianças desaparecidas permanecem sem solução até hoje. O primeiro, o do menino Carlos Ramires da Costa, que sumiu quando estava brincando numa praça do Rio de Janeiro, no início de agosto de 1973, ou seja, há quase 53 anos. O outro, de outra criança, Guilherme Caramês Tibúrcio, de 8 anos, que sumiu quando andava de bicicleta perto da sua casa, em Curitiba, em 1991. Há quase 35 anos, até hoje ninguém sabe o que aconteceu.

No caso de desaparecimento de crianças, a primeira providência é ligar para o número 181. Há também uma cartilha completa sobre como agir rapidamente nestes casos. Ela foi criada pelo Ministério da Justiça no ano passado, com o título “O que fazer quando alguém desaparece?”.

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