Autismo inclui dificuldades motoras, diz fisioterapeuta da Uniube

Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o TEA, a fisioterapeuta da Uniube, Karla Marina, destaca que as alterações motoras apresentam alta prevalência e fazem parte do quadro clínico

Fonte: Assessoria - Publicada em 16 de abril de 2026 às 18:19

Autismo inclui dificuldades motoras, diz fisioterapeuta da Uniube

Até 80% das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam algum tipo de dificuldade motora, como alterações de coordenação, equilíbrio e planejamento dos movimentos, segundo estudos científicos publicados em periódicos internacionais, como a meta-análise de Fournier et al. (2010). O dado direciona a atenção para a inclusão do desenvolvimento motor no cuidado oferecido a esse público, especialmente no contexto de acompanhamento multiprofissional.

Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o TEA, a fisioterapeuta da Uniube, Karla Marina, destaca que as alterações motoras apresentam alta prevalência e fazem parte do quadro clínico. “As evidências atuais mostram que as alterações motoras no TEA ocorrem em cerca de 50% a 95% das crianças (FOURNIER et al., 2010; LICARI et al., 2020; MILLER et al.,2024) e não devem ser vistas como secundárias, mas como parte do transtorno”, afirma.

Entre as principais alterações observadas estão déficits no controle postural, dificuldades de coordenação motora fina e grossa, alterações de equilíbrio, prejuízos no planejamento motor e na integração sensório-motora, além de mudanças na organização e sincronização dos movimentos. Segundo a fisioterapeuta, esses sinais podem surgir precocemente. “Muitas vezes, essas alterações aparecem nos primeiros meses de vida e podem anteceder os sinais relacionados à comunicação e à interação social”, explica Karla Marina.

De acordo com a especialista, a fisioterapia atua considerando o desenvolvimento global da criança. “A fisioterapia não atua apenas no movimento, mas no desenvolvimento como um todo, porque o movimento organiza diferentes aspectos do desenvolvimento infantil”, pontua.

A atuação é estruturada em três eixos: organização do sistema motor, integração entre movimento, cognição e interação social, e funcionalidade. “Trabalhamos o controle postural, a coordenação e o planejamento motor, além de favorecer processos como atenção, funções executivas, comunicação e interação social”, destaca.

A fisioterapeuta também ressalta que o estímulo pode ser incorporado à rotina. “O desenvolvimento motor está diretamente ligado à exploração do ambiente. Atividades como correr, pular, brincar com bola, realizar circuitos motores e participar de brincadeiras que envolvam equilíbrio e imitação contribuem para esse processo”, afirma.

Ela acrescenta que a participação nas atividades do dia a dia também é um fator relevante. “Inserir a criança nas atividades cotidianas e estimular a interação com outras crianças cria oportunidades importantes de desenvolvimento”, completa.

 

Autismo inclui dificuldades motoras, diz fisioterapeuta da Uniube

Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o TEA, a fisioterapeuta da Uniube, Karla Marina, destaca que as alterações motoras apresentam alta prevalência e fazem parte do quadro clínico

Assessoria
Publicada em 16 de abril de 2026 às 18:19
Autismo inclui dificuldades motoras, diz fisioterapeuta da Uniube

Até 80% das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam algum tipo de dificuldade motora, como alterações de coordenação, equilíbrio e planejamento dos movimentos, segundo estudos científicos publicados em periódicos internacionais, como a meta-análise de Fournier et al. (2010). O dado direciona a atenção para a inclusão do desenvolvimento motor no cuidado oferecido a esse público, especialmente no contexto de acompanhamento multiprofissional.

Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o TEA, a fisioterapeuta da Uniube, Karla Marina, destaca que as alterações motoras apresentam alta prevalência e fazem parte do quadro clínico. “As evidências atuais mostram que as alterações motoras no TEA ocorrem em cerca de 50% a 95% das crianças (FOURNIER et al., 2010; LICARI et al., 2020; MILLER et al.,2024) e não devem ser vistas como secundárias, mas como parte do transtorno”, afirma.

Entre as principais alterações observadas estão déficits no controle postural, dificuldades de coordenação motora fina e grossa, alterações de equilíbrio, prejuízos no planejamento motor e na integração sensório-motora, além de mudanças na organização e sincronização dos movimentos. Segundo a fisioterapeuta, esses sinais podem surgir precocemente. “Muitas vezes, essas alterações aparecem nos primeiros meses de vida e podem anteceder os sinais relacionados à comunicação e à interação social”, explica Karla Marina.

De acordo com a especialista, a fisioterapia atua considerando o desenvolvimento global da criança. “A fisioterapia não atua apenas no movimento, mas no desenvolvimento como um todo, porque o movimento organiza diferentes aspectos do desenvolvimento infantil”, pontua.

A atuação é estruturada em três eixos: organização do sistema motor, integração entre movimento, cognição e interação social, e funcionalidade. “Trabalhamos o controle postural, a coordenação e o planejamento motor, além de favorecer processos como atenção, funções executivas, comunicação e interação social”, destaca.

A fisioterapeuta também ressalta que o estímulo pode ser incorporado à rotina. “O desenvolvimento motor está diretamente ligado à exploração do ambiente. Atividades como correr, pular, brincar com bola, realizar circuitos motores e participar de brincadeiras que envolvam equilíbrio e imitação contribuem para esse processo”, afirma.

Ela acrescenta que a participação nas atividades do dia a dia também é um fator relevante. “Inserir a criança nas atividades cotidianas e estimular a interação com outras crianças cria oportunidades importantes de desenvolvimento”, completa.

 

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