Cadáver embalsamado
Galípolo fez piada em vez de bater o pau na mesa
Quando, no dia 18 de novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, os pequenos investidores respiraram aliviados. Davam por certo que suas aplicações até R$250 mil voltariam a tempo de comemorar o Natal e o Ano Novo.
O Natal passou, o Ano Novo também. A essa altura, eles não têm nem esperança de serem ressarcidos antes do Carnaval.
É preocupante constatar que um banqueiro ficha suja esteja ganhando a queda de braço com a autoridade monetária, adiando indefinidamente seu funeral.
Já está em tempo de questionar se é falta de pulso do presidente do BC, Gabriel Galípolo, fruto de sua inexperiência.
É público e notório que o velório prolongado pode ser colocado na conta do TCU. Arrogando-se no fiscal da principal autoridade monetária do país, o ministro Jhonatan de Jesus, cujo telhado de vidro está cada vez mais trincado, investiu agressivamente contra a liquidação, apesar das notícias diárias relatando as falcatruas e o buraco de R$20 bilhões do banqueiro-ostentação.
Sua fúria foi contida, mas ainda assim o presidente do TCU, Vital do Rêgo, insistiu na necessidade de uma investigação mais rigorosa, não do Banco Master, mas do Banco Central. Seria cômico se não fosse trágico.
Na segunda-feira, ele e outros colegas convocaram Galípolo para uma reunião na qual deveriam fumar o cachimbo da paz. Em vez de bater o pau na mesa (como se dizia antigamente), e dar um basta nesse baile de máscaras, o presidente do BC fez piada - “tenho saudade do tempo em que era atacado por causa dos juros altos” - e concordou em abrir as portas para um pente-fino dos paladinos da moral e das boas práticas bancárias.
Embora tudo indique que será um pente-fino light, para inglês ver, e para o TCU não sair por baixo, a previsão é que se arraste por ao menos um mês.
Ou seja: por ao menos mais de um mês o cadáver do Banco Master continuará insepulto, embalsamado tal como os faraós do Egito Antigo.
E por ao menos mais de um mês 1 milhão e 600 mil investidores verão minguarem os dividendos auferidos nos bons tempos em que acreditaram que um banco com um prédio mais suntuoso que o de qualquer concorrente era tão sólido que jamais desmancharia no ar, quando, na verdade, era uma pirâmide maior que a de Queóps.
Alex Solnik
Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)
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