Governo de Rondônia reforça alerta fitossanitário à população sobre sementes de origem desconhecida

Idaron reforçou o alerta fitossanitário, orientando que quem as receba comunique a Agência, para que o material seja recolhido e enviado para análise no laboratório do Mapa

Toni Francis Fotos: Arquivo Idaron Secom - Governo de Rondônia
Publicada em 01 de dezembro de 2020 às 11:37
Governo de Rondônia reforça alerta fitossanitário à população sobre sementes de origem desconhecida

Novos registros de recebimento das sementes misteriosas aconteceram em Vilhena, na região do Cone Sul de Rondônia

O Governo de Rondônia, por meio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), reforça o alerta fitossanitário referente às sementes de origem desconhecida que, do exterior, continuam a chegar nas casas dos rondonienses, via empresa de envio e entrega de correspondência.

Em Rondônia, o recebimento das sementes foi registrado em 16 municípios, inclusive na capital, Porto Velho. Esses produtos chegam, normalmente, junto com compras feitas pela internet. Os pacotes teriam sido enviados por países da Ásia.

O novo alerta do governo estadual é feito após avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que identificou pelo menos cinco tipos diferentes de pragas em amostras de sementes vindas do exterior para o Brasil. Até o final de outubro, segundo foi divulgado pelo Mapa, 525 pacotes de sementes não solicitadas foram entregues a brasileiros.

De acordo com análise, uma das amostras continha a espécie Myosoton aquaticum, praga ausente no Brasil e com potencial para ser considerada quarentenária, ou seja, com risco de estabelecimento no país e de causar danos fitossanitários. A espécie é resistente a herbicidas, o que a torna de difícil controle.

Ainda segundo o Ministério, as análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, referência em sanidade vegetal, indicam que parte das amostras contêm a presença de mais de uma praga em seu conteúdo. Em quatro amostras foram identificadas uma espécie quarentenária ausente (Descurainia sophia) considerada como planta daninha nos Estados Unidos da América e Canadá, além de planta invasora no México, Japão, Coreia, Chile e Austrália. Já a Myosoton aquaticum é considerada daninha nos campos de trigo da China.

Outras 15 amostras continham gêneros que tem espécies quarentenárias ou espécies com potencial quarentenário, como sementes de Cuscuta, de Brassica, de Chenopodium, de Amaranthus, e dos fungos Cladosporium, Alternaria, Fusarium e Bipolaris.

ATENÇÃO

Para assegurar que essas sementes enviadas do exterior não sejam plantadas, semeadas ou descartadas no lixo, a Agência Idaron reforçou o alerta fitossanitário, orientando que quem as receba comunique a Agência, para que o material seja recolhido e enviado para análise no laboratório do Mapa.

“Caso receba essas sementes, não abra a embalagem nem viole a identificação/etiqueta, entre imediatamente em contato com a Agência Idaron mais próxima, pelo telefone: 0800 643 4337 ou por e-mail <[email protected]>. A notificação também pode ser feita online através deste link”, orienta Renê Suaiden Parmejiani, Coordenador do Programa Estadual de Fiscalização de Sementes e Mudas.

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Comentários

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    Gilzelia Pereira 01/12/2020

    Com certeza algumas destas sementes foram plantadas na Seduc - RO Governador Marcos Rocha, porque ali é um lugar horrível que quase nada produz por Rondônia. Esse ano só funcionou nas escolas públicas do estado graças ao empenho de alguns diretores e a força docente que foi a mola propulsora do ano letivo 2020, de quebra a Seduc através do SECLATARIO que não passa de um puxa ... que não podemos chamar um sujeito que tenta excluir livros literários de escolas de secretario de educação e sim SECLETARIO. Esse sujeito com ajuda da PGE e de forma esquisita RETIRARAM o auxilio transporte dos professores que se doaram ao extremo para que os alunos não ficassem sem aulas neste ano letivo atípico, digo esquisita essa forma de tomar o auxílio transporte dos professores de forma covarde, porque o município de Porto Velho e a União continuam pagando tal verba indenizatória. Espero que o Sintero que nada fez pela categoria saia do gabinete em conjunto com o MP procurem saber como foi investido esses milhões de reais do auxilio transporte dos nossos amados e amadas professores e professoras que somente foram humilhados por esse incompetente desse governador. Senhor Marcos Rocha pare de usar o nome coronel, a hora que senhor entender que governador de um estado e não governador de um quartel talvez o senhor saiba que educação é a principal prioridade de toda e qualquer nação civilizada. Governador, já passou do hora do senhor procurar um secretario de educação ativo, pois esse mal sabe se expressar.

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