MPRO obtém condenação por homicídios em disputa de terras

O caso, que gerou grande comoção na região, envolveu dois ataques violentos contra integrantes da mesma família

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI) - Publicada em 08 de abril de 2026 às 14:27

MPRO obtém condenação por homicídios em disputa de terras

Após 14 horas de julgamento em plenário, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve, na terça-feira (7/4), a condenação da mandante e do executor de dois crimes de homicídio ligados a disputa de terras, após julgamento pelo Tribunal do Júri, em Machadinho do Oeste.

As provas demonstraram que os ataques tiveram relação com conflito de limites de propriedade e prejuízos em um negócio imobiliário. Cada réu recebeu pena de mais de 29 anos de prisão, em regime inicial fechado. O cumprimento da pena teve início logo após o julgamento, com ambos os condenados saindo presos do tribunal.

O caso, que gerou grande comoção na região, envolveu dois ataques violentos contra integrantes da mesma família.

Crimes

Os fatos tiveram início em 2019. No dia 27 de abril, houve uma tentativa de homicídio contra um homem, dentro de sua propriedade rural. A vítima conseguiu sobreviver.

Meses depois, no dia 25 de agosto de 2019, ocorreu o segundo ataque. Desta vez, a mãe da vítima foi morta enquanto trabalhava em uma sorveteria no Núcleo São Marcos, em Vale do Anari. Ela estava com a neta de 3 anos no colo. A criança não se feriu.

As investigações apontaram que os dois ataques tiveram a mesma motivação. O conflito envolvia limites de terras e prejuízos financeiros decorrentes de uma negociação imobiliária realizada pela mandante.

Provas ligaram mandante e executor

A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça do MPRO Alisson Xenofonte e Eduardo do Carmo, que apresentaram provas técnicas, como interceptações telefônicas e laudos balísticos, coletadas ao longo da investigação.

Com esse conjunto de provas, o Conselho de Sentença entendeu que houve ligação direta entre quem planejou e quem executou os crimes.

Tribunal do Júri

Os jurados concordaram com a acusação apresentada pelo MPRO e condenaram os dois réus à pena de 29 anos e 4 meses de prisão.

Presentes no plenário, os familiares das vítimas reagiram ao veredito com forte emoção. Após a decisão, manifestaram reconhecimento pelo trabalho realizado pelo Ministério Público de Rondônia, destacando que o resultado encerra uma longa espera por uma resposta da Justiça.

MPRO obtém condenação por homicídios em disputa de terras

O caso, que gerou grande comoção na região, envolveu dois ataques violentos contra integrantes da mesma família

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
Publicada em 08 de abril de 2026 às 14:27
MPRO obtém condenação por homicídios em disputa de terras

Após 14 horas de julgamento em plenário, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve, na terça-feira (7/4), a condenação da mandante e do executor de dois crimes de homicídio ligados a disputa de terras, após julgamento pelo Tribunal do Júri, em Machadinho do Oeste.

As provas demonstraram que os ataques tiveram relação com conflito de limites de propriedade e prejuízos em um negócio imobiliário. Cada réu recebeu pena de mais de 29 anos de prisão, em regime inicial fechado. O cumprimento da pena teve início logo após o julgamento, com ambos os condenados saindo presos do tribunal.

O caso, que gerou grande comoção na região, envolveu dois ataques violentos contra integrantes da mesma família.

Crimes

Os fatos tiveram início em 2019. No dia 27 de abril, houve uma tentativa de homicídio contra um homem, dentro de sua propriedade rural. A vítima conseguiu sobreviver.

Meses depois, no dia 25 de agosto de 2019, ocorreu o segundo ataque. Desta vez, a mãe da vítima foi morta enquanto trabalhava em uma sorveteria no Núcleo São Marcos, em Vale do Anari. Ela estava com a neta de 3 anos no colo. A criança não se feriu.

As investigações apontaram que os dois ataques tiveram a mesma motivação. O conflito envolvia limites de terras e prejuízos financeiros decorrentes de uma negociação imobiliária realizada pela mandante.

Provas ligaram mandante e executor

A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça do MPRO Alisson Xenofonte e Eduardo do Carmo, que apresentaram provas técnicas, como interceptações telefônicas e laudos balísticos, coletadas ao longo da investigação.

Com esse conjunto de provas, o Conselho de Sentença entendeu que houve ligação direta entre quem planejou e quem executou os crimes.

Tribunal do Júri

Os jurados concordaram com a acusação apresentada pelo MPRO e condenaram os dois réus à pena de 29 anos e 4 meses de prisão.

Presentes no plenário, os familiares das vítimas reagiram ao veredito com forte emoção. Após a decisão, manifestaram reconhecimento pelo trabalho realizado pelo Ministério Público de Rondônia, destacando que o resultado encerra uma longa espera por uma resposta da Justiça.

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