Os 'reeducandos' começam uma guerra contra a população. A queima de ônibus foi só o primeiro ato violento

Os cidadãos decentes e do bem, podem sim ganhar essa guerra. Basta começarmos a mudar as coisas, na essência. Se não o fizermos agora, quando faremos?

Sérgio Pires
Publicada em 11 de outubro de 2019 às 08:44
Os 'reeducandos' começam uma guerra contra a população. A queima de ônibus foi só o primeiro ato violento

Os “reeducandos” mostram sua verdadeira face. Aqueles protegidos pelos direitos humanos dos bandidos, começaram a agir também em Porto Velho. As organizações criminosas, protegidas por uma legislação esdrúxula e vergonhosa, criada contra os brasileiros de bem e a favor do crime e da violência, não aceitam lhes ser tirado o direito de dominar os presídios. Os “reeducandos” querem manter privilégios. Ter acesso a celulares. Poderem organizar assaltos, execuções, matança, de dentro das celas. Querem as autoridades de joelho, porque caso contrário, lançam um Salve Geral, cometendo os mais bárbaros atos de violência contra empresas, órgãos públicos e pessoas comuns, com sua sanha criminosa. Ou nos postemos todos de joelho ou preparemo-nos para sermos alvos. O que aconteceu na noite da quarta-feira em Porto Velho (antes já havia ocorrido ensaios de rebelião em presídios da Capital e interior), é o mesmo retrato do que se repete em várias grandes cidades brasileiras. Habituados a terem o beneplácito e o medo do enfrentamento com quem os deveria combater, sabem que, mesmo voltando à cadeia, nada lhes acontecerá. Se matarem de novo; se fizerem o sangue dos inocentes escorrerem pelas ruas, o máximo que lhes acontecerá é voltar às grades e aos convívio da companheirada da sua facção. Para recomeçarem tudo de novo, dominando a tudo e fazendo dos presídios verdadeiras centrais do crime. Aliás, toda essa violência tem o aval de parte de autoridades, como a que, ao menos parece, mandou cancelar a campanha publicitária do governo, em favor do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, para atender interesses da Rede Globo e outras emissoras e jornais, que ficaram fora do bolo. Beneficiou, de novo, aos bandidos.

O que criminosos fizeram nas ruas de Porto Velho, sem qualquer oposição da polícia, é algo inacreditável. Atacaram ônibus, retiraram os passageiros, ameaçando a todos e queimaram o veículo, deixando um recado claro: ou deixemos os presídios nas mãos deles ou vão criar uma guerra contra a população. Numa carta, avisaram: podem até derrubar pontes. O terrorismo que ameaçam é combatido com discursos dos defensores dos direitos humanos dos bandidos, não com a força da lei. Esse é o resultado de décadas de irresponsabilidade, de teorias absurdas de que a criminalidade só vai acabar quando acabar a injustiça social; de que ninguém é bandido porque quer, mas porque é obrigado; de que a culpa e da sociedade capitalista, que não dá oportunidade a todos. Esses criminosos que defenderam essas ideias absurdas (muitos deles já estão enterrados no lixo da História), nunca pagarão por seus crimes. Mas ainda há tempo de mudar isso e transformar nosso Brasil num país decente e sério, com leis duríssimas, que separem muito bem os bandidos dos mocinhos. Os cidadãos decentes e do bem, podem sim ganhar essa guerra. Basta começarmos a mudar as coisas, na essência. Se não o fizermos agora, quando faremos?

OS EFEITOS COLATERAIS DA CPI

A CPI da Energisa está tendo efeitos colaterais surpreendentes. O presidente Alex Redano, por exemplo, convocou o presidente do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), para depor, mas ele não foi ao encontro e enviou um técnico em seu lugar. A intenção era debater sobre a qualidade dos medidores de consumo da empresa, que têm sido mote de muitas criticas. Como Redano não aceitou o depoimento do técnico, convocou novamente o presidente Aziz Rahaal. Já o deputado Jair Montes, relator da CPI, surpreendeu outra vez, denunciando que o IPEM recebe 1 milhão de reais por ano, da Energisa. Questionou como o órgão responsável por um sistema de fiscalização tão importante para o consumidor, “tem o patrocínio do fiscalizado”. Montes também reclamou que nenhuma das mais de três mil denúncias feitas ao Procon (órgão de defesa do consumidor), não tenha aplicado nenhuma multa à distribuidora. O Procon, contudo, através de nota no boletim do Governo do Estado, diz que está sim exigindo respostas da empresa. Das 3.331 reclamações que recebeu, já foram abertos 2.193 processos.  Enfim, o assunto ainda vai muito longe, não só pelos lados da Assembleia, mas em várias outras frentes.

SENADOR E ANEEL NA ASSEMBLEIA

Ainda sobre a Energisa (o grande assunto do momento no Estado) e a Assembleia, na manhã desta quinta o presidente Laerte Gomes recebeu o senador Marcos Rogério, presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado e dois dirigentes da Aneel. Um dos diretores, Efraim Cruz, é  rondoniense e conhece o assunto a fundo. O outro é Sandoval Feitosa. Ambos vieram com Marcos para uma inspeção na Energisa e antes do encontro na empresa, participaram de uma coletiva, tratando do assunto. O tom das conversas foi duro, no geral, em relação aos problemas que estão sendo encontrados na relação da distribuidora com a população. O presidente da CPI, Alex Redano, chegou a dizer que há uma “verdadeira enxurrada” de reclamações contra a Energisa, mas, no decorrer do encontro, ficou claro que há ainda espaço para muitas conversações e correção de rumos, para que o contrato assinado seja cumprido na íntegra. Também ficou decidido que, enquanto a CPI durar, a ALE não votará projeto do Governo que permite renegociação de dívidas da empresa com o Estado. Durante o período da inspeção, a empresa não poderá pedir novos reajustes na conta de luz. Há muito mais, nesse complexo assunto. Ele ainda vai muito longe.

ROCHA  E A LUTA PELA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

A questão da regularização fundiária começa, enfim, a andar com mais vigor, principalmente a que envolve propriedades da zona rural. O assunto, aliás, levou mais uma vez o governador Marcos Rocha a Brasília, essa semana. Ele se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina e com o secretário nacional de assuntos fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia. O secretário conhece a fundo a situação em Rondônia, já que participou, semanas atrás, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado federal Lúcio Mosquini, exatamente para debater mais profundamente esse tema tão importante e complexo. No encontro, em Brasília, o Governador rondoniense ouviu da ministra que, num prazo de 30 dias, serão dadas as respostas que ele tem pedido, em relação ao apoio federal para a regularização das terras de milhares de propriedades. Para o Governo rondoniense, somente quando o Estado puder tratar as terras como suas, é que poderá efetivamente tratar da regularização das propriedades. Durante a reunião foi determinado, pela ministra, que no prazo máximo de 30 dias o órgão se pronunciará ao estado de Rondônia sobre o tema.  “Aumentar o número de propriedades com título da terra, vai aumentar o crédito fundiário e consequentemente a produção estadual. Isso representará um salto no desenvolvimento de Rondônia, disse Marcos  Rocha, ao destacar o motivo do grande esforço da sua administração para conseguir dar o título definitivo da terra a um número recorde de famílias”.

“NOSSAS ´FÁBRICAS´ SÃO O AGRONEGÓCIO!!”

O assunto, aliás, também foi tema abordado, mais uma vez, pelo deputado Lúcio Mosquini, líder da bancada federal de Rondônia e que tem batalhado muito para que a regularização ande com mais celeridade, principalmente a que beneficia as terras destinadas à agricultura e pecuária. Ao participar nesta quinta do programa Papo de Redação, com os Dinossauros do Rádio (Parecis FM, 98.1, de segunda a sexta, meio dia às 114 horas), ele informou que pelo menos 22.700 processos para documentação definitiva da terra estão em andamento, em vários municípios do Estado. O número é expressivo e os processos estão andando com rapidez, o que pode torná-los como terras regularizadas em curto espaço de tempo. O deputado destacou ainda a união de esforços do governo federal, do governo do Estado e da bancada federal para que a regularização fundiária se torne prioridade no Estado. “Nossas ´fábricas´ não produzem carros, nem eletrodomésticos;  produzem carne de primeira qualidade, alimentos, enfim, o que temos de melhor, de mais importante, o que nos sustenta é o agronegócio”, teoriza. Por isso, diz Mosquini, a regularização fundiária é vital para nosso Estado e para nossa economia.

LARANJAS: OUTRO MANDATO PERDIDO

Mais um caso de perda de mandato por causa de candidaturas femininas laranja foi registrada essa semana. Dessa vez, foi em Roraima. O Tribunal Regional Eleitoral daquele Estado acatou pedido de impugnação e candidaturas de uma das coligações que disputou o último pleito. O primeiro resultado prático foi o de cassar o mandato do deputado Francisco Souza Neto, o Chico Mozart, assim como cassou os diplomas de todos os suplentes da coligação da qual o parlamentar fazia parte. A decisão ainda determina  recálculo de todo o quociente eleitoral, para que o novo deputado que ocupará a vaga seja chamado. A questão interessa a vários partidos e coligações Brasil afora, muitos correndo o risco de perder vagas tanto em Assembleias Legislativas como na Câmara Federal. Rondônia está nesse pacote. Por aqui, pelo menos oito mandatos de deputados estaduais e um de deputado federal, estão sendo contestados na Justiça Eleitoral. A decisão definitiva deve sair antes do final do ano.

A PONTE AINDA DEMORA

Uma notícia boa,  outra nem tanto. As obras do acesso à ponte sobre o Rio Madeira, na ponta da Abunã, estão andando e, ao menos por enquanto, há recursos para que o trabalho prossiga. Nesse mesmo contexto, já está decidido que serão necessários, para permitir o acesso seguro e que não seja afetado por áreas de terras que podem afundar, ampliar a ponte em pelo menos mais 400 metros. Também há recursos para isso. Então, onde está a má notícia, se até aqui tudo está certinho? Simples. Como essa mudança no projeto original, necessária para que a ponte seja concluída dentro da maior segurança possível, serão necessários mais alguns meses de obras. Ou seja: a inauguração da ponte que nos liga ao Acre e ao Pacífico, só ficará pronta provavelmente no primeiro trimestre de 2021. Um pouco mais demorada, mas melhor e com mais segurança...

PERGUNTINHA

O que você achou do ídolo de Jair Bolsonaro, o presidente americano Donald Trump, ter nos dado uma rasteira e tirado o apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)?

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Comentários

  • 1
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    Sebastião Farias 22/10/2019

    Caro Sergio Pires, experiente profissional da comunicação e formador de opinião, parabéns por sua excelente e instrutiva matéria, que certamente, tocará fundo nas consciências dos cidadãos brasileiros de boa vontade e, a trazê-los à realidade do que se passa em nosso país. Servirá também, para que eles possam meditar sobre os fatores verdadeiros que impedem que a educação e a cidadania, se desenvolva no Brasil. o Caminho da mudança é justiça, educação e cidadania, para que se conhecendo suas causas, quem são os principais atores e indutores responsáveis, etc, desse processo institucional confuso, injusto, hipócrita e inconstitucional do país. Servirá ainda, para capacitá-los a se situarem no contexto desse processo político, descobrindo assim, o nível de sua participação e sua responsabilidade como cidadão, no âmbito dele. À luz de tudo isso, fica o nosso repúdio, àquelas pessoas, grupos e/ou organizações, que ainda acham que com ódio, com inveja, com preconceito, com mentira, com ofensas pessoais, com crueldade e, com autossuficiência e soberba e que também, desrespeitam a Constituição Federal e as leis em vigor. Da mesma forma, que também desprezam a verdade, o amor ao próximo, os direitos dos cidadãos, a liberdade e a igualdade de cidadania, a justiça imparcial para todos, a fraternidade, a misericórdia, a paz social, o bem-comum, a soberania e a segurança nacionais. Que tais pessoas entendam de uma vez por todas que, procedendo assim, não construirão nada de positivo e não contribuirão para acabar com a injustiça, com a desigualdade e com a corrupção, assim como nada de bom para o povo, para a nação e para o Brasil, eles legarão, com essas atitudes. Os que assim agem, estão equivocados pois, deve ser do conhecimento de todo cidadão que, com foco no Artigo 3º da CF, que dispõe sobre os Fundamentos da Nação Brasileira e que são perenes, todo cidadão e quaisquer autoridades públicas dos 03 Poderes do país, deveriam respeitar e cumprir, como meta de vida pública, para o bem do povo brasileiro, o que a CF manda, é esse o caminho a ser trilhado por todos nós, para mudarmos de fato, o Brasil.. A Constituição Federal também recomenda, à boa, correta e conforme execução e aplicação pelos Poderes Executivos, dos recursos públicos essenciais, analisados com responsabilidade e justificadamente, aprovados pelos Poderes Legislativos. Tudo isso, deve se dar, com foco na fidelidade e respeito ao povo que lhes escolheu e/ou nomeou e que é seu patrão, para aperfeiçoarem e não destruírem, por tais obras se tratarem de recursos do povo, o que seus antecessores deixaram e, sempre fazer melhor do que os outros antes de você fizeram, para o bem-estar e satisfação da população. O que está em jogo no Brasil, não é o interesse mesquinho ou vaidades de pessoas, grupos ou organizações de pessoas, nacionais ou internacionais, sejam elas de direita, de esquerda, de centro ou do raio que os partas. O que está em jogo no Brasil, é a nossa capacidade de entendermos que, O Plano de Governo que deve ser implementado pelos Poderes Legislativos, Executivos e Judiciários Nacional, Distrital Federal, Estaduais e Municipais, é aquele indicado pelos Artigos 3º e 4º da Constituição Federal do Brasil, dentre outros. Assim, é importante que esse Plano de Governo seja proativo e responsavelmente, fiscalizado interna e externamente pelos entes constitucionais indicados nos termos do Inciso X do Artigo 49; aos Artigos 70 a 75 e; ao §1º do Artigo 166 da Constituição Federal, dentre outros. Isso porque, o aumento da corrupção é diretamente proporcional, a falta e/ou omissão da fiscalização e controle, interna e externa públicas em tempo hábil, por quem de direito, no âmbito institucional. Ela, a corrupção, se acentua ainda mais, se o ambiente judicial for de leniente, parcial e injusto. Nossa sugestão para minimizar tais desvios de condutas das autoridades das instituições públicas, é que, as pessoas se interessem mais em ler pelo menos, 0s 07 primeiros Artigos da Constituição Federal e também, conhecerem e adotarem como Manuais Efetivos dos Cidadãos que são, as Constituições Federal e Estadual e, a Lei Orgânica de seu Município. Essa atitude, lhes permitirá entender realmente, os seus direitos e responsabilidades e prepara-los para serem de fato, bons cidadãos, além do que, saberem o que são as Instituições Públicas, para que existem, o que fazem e quais as suas responsabilidades para com a governabilidade, com o bem-estar, com a justiça imparcial e com a paz social do povo do país. Aos cidadãos, fica a sugestão para quando tiverem uma demanda, reclamação ou sugestão ao setor público e não conheçam os responsáveis, aprendam a recorrer a uma Ouvidoria Pública afim, registrem nela sua demanda e acompanhem através do protocolo criado, o andamento de sua demanda. Aos agentes públicos de todos os Poderes Constituídos, apelamos para que respeitem os interesses do povo, que é seu patrão, respeitem a Constituição e as leis em vigor e, adotem se não conhecem, o procedimento de bem aplicar pelo interesse dos cidadãos os recursos públicos de suas Políticas Públicas e, sejam construtivos e não, destrutivos das obras públicas, aperfeiçoando e melhorando o que encontrarem e, produzindo com conformidade, qualidade e excelente funcionalidade, as obras públicas e serviços públicos, de sua lavra. O povo agradecerá e saberá reconhecer sua contrapartida. No caso específico desse julgamento pelo STF, por sua autoridade, por sua independência e por sua condição de árbitro supremo de justiça, que sempre, deve ser imparcial, basta ler e aplicar o que a CF diz e manda, referente ao assunto: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;” Lembrem, a Bíblia Sagrada já nos alerta:”“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27)”. É lamentável, quando pessoas inconsequentes e injustas que, em muitas situações, por serem incapazes de reconhecerem o valor humano, jurídico e social da CF do Brasil, que têm e também, por serem insensíveis ao respeito dos direitos iguais das demais pessoas da nação brasileira, esses cidadãos costumam jogarem a culpa de seus recalques e complexos de “1º mundo”, na Constituição da República Federativa do Brasil. Não sabem talvez, tais cidadãos que, eles em sua maioria, é que não são dignos da CF de nosso país. A imprensa e seus formadores de opinião, se quiserem, podem fazer a diferença nesse particular. Sucesso para todos e mãos à obra. São essas as nossas contribuições e sugestões. Paz e bem Sebastião Farias Um brasileiro nordestinamazônida

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    Pedro Paulo Almodovar 16/10/2019

    Não é à toa que ninguém (exceto este desocupado) comentou as besteiras que este direitista costuma escrever. O cérebro do Sérgio Pires é formado por massa oriunda das tripas do Bolsonaro.

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