Toffoli recebeu R$ 18 milhões de fonte suspeita
Declaração de Alessandro Vieira no 'Roda Viva'
Dias Toffoli e Alessandro Vieira (Foto: Gustavo Moreno/STF | Andressa Anholete/Agência Senado)
A situação de Dias Toffoli ficou mais complicada depois da entrevista de ontem do senador Alessandro Vieira ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. Relator da CPI do Crime Organizado, ele disse que os irmãos e o primo do ministro foram convocados em razão das investigações da PF no fundo Reag:
“Segundo denúncias do Ministério Público Federal, esse fundo lavava dinheiro para o PCC - Primeiro Comando da Capital, e parte do dinheiro desse fundo chegou às contas dos parentes de Toffoli".
Embora tenha enfatizado que Toffoli não é acusado de crime algum, há, segundo ele, um fato relevante a ser apurado:
“Há uma suposta negociação imobiliária nebulosa, porque o ministro se posicionou como um sócio oculto da empresa Maridt e depois reconheceu, para interlocutores, que recebeu algo como R$ 18 milhões vindos dessa fonte".
O caso da mulher de Alexandre de Moraes não tem nada a apurar:
"O procurador-geral da República já se manifestou no sentido de que não há necessidade de investigação; ele não achou nada de diferente ou suspeito no contrato de R$ 129 milhões da esposa do ministro Alexandre com o Banco Master".
Nunca antes, na história, um ministro do STF foi alvo de uma acusação tão grave quanto essa. É óbvio que vão chover pedidos de impeachment.
A situação de Toffoli é: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.
Alex Solnik
Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)
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