40 anos do Judiciário de RO: A primeira servidora nomeada, Helena Carvajal, contribuiu para com a organização do recém-instalado Poder

Na época, com 26 anos, e já mãe de sua primeira filha, Helena conquistava um feito que entraria para a história do Tribunal de Justiça de Rondônia

Assessoria de comunicação Institucional
Publicada em 31 de janeiro de 2022 às 17:44
40 anos do Judiciário de RO: A primeira servidora nomeada, Helena Carvajal, contribuiu para com a organização do recém-instalado Poder

No dia 26 de janeiro de 1982 saiu a nomeação da primeira servidora do Poder Judiciário de Rondônia, Helena Carvajal, hoje registradora e notária de um cartório da capital. Na época, com 26 anos, e já mãe de sua primeira filha, Helena conquistava um feito que entraria para a história do Tribunal de Justiça de Rondônia, graças ao seu mérito e dedicação numa época em que tudo estava sendo ainda construído.

Maria Helena

Formada em direito pela Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso- FUCMAT, hoje FUCMS, Helena passou no primeiro concurso do Poder Judiciário daquele Estado, como técnica judiciária, o que deu a ela experiência na elaboração de documentos, fluxo organizacional e até procedimentos jurídicos que, no momento de criação do Estado de Rondônia, traria grande contribuição para a instalação do Poder Judiciário local.

Casada com um boliviano, que gostaria de viver mais próximo da família, em Guayaramerín, Helena deixou o MS para vir a Rondônia. “Viemos de férias, mas já aproveitei para entregar meu currículo em alguns órgãos públicos, um deles a Procuradoria, que imediatamente me indicou para trabalhar com o Dr. Fouad (primeiro presidente do TJRO)”, contou. Seu empenho e desenvoltura nesse momento histórico crucial foram recompensados com a nomeação como diretora-geral, cargo que ajudou a delinear, porém sem sequer sonhar que seria seu. “Na hora de escolher quem ficaria, fui surpreendida”, destacou emocionada. 

Assim que nomeada, já encarou outro grande desafio: a realização do primeiro concurso da magistratura. Por integrar a organização optou por não participar do concurso, mas chegou a fazer as provas, demonstrando que, se tivesse sido inscrita oficialmente, teria sido aprovada. “Poderia ter sido da primeira turma e até ter chegado a desembargadora como muitos magistrados dessa leva”, refletiu. “Mas não me arrependo, porque construí uma trajetória muito bonita, que ficou gravada nos anais do Judiciário”, ponderou.

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Helena lembra com carinho desses primeiros anos, nos quais era preciso fazer de tudo. “Eu elaborava documentos complexos e, ao mesmo tempo, servia cafezinho. Até a limpeza da sala eu assumia, porque o quadro de servidores era muito reduzido”, relembrou a desbravadora do Judiciário. “Uma vez o desembargador Fouad pontuou para os demais desembargadores, que não era mais para me pedirem café, porque eu era a diretora-geral. Mas eu não me importava. O clima sempre foi de muito respeito e cooperação”, reforçou.

Ao todo, ficou 6 anos no Poder Judiciário, até se tornar delegatária pioneira na capital. Chegou a trabalhar em dois prédios do Poder Judiciário, o Fórum Criminal, primeira sede, e depois no antigo prédio da Caerd, onde o TJ funcionaria até 2008. “Tenho orgulho da minha jornada e fico muito feliz de ter contribuído para a formação deste Poder”, finalizou.

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