Covardia se aprende em casa, na família Bolsonaro

Fuga para Miami, descumprimento de ordem judicial e desaparecimento após derrota eleitoral evidenciam o padrão da família em momentos de crise

Fonte: Denise Assis - Publicada em 27 de outubro de 2026 às 13:25

Covardia se aprende em casa, na família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro em Brasília um dia após ser derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026Crédito: Renato Pizzutto/Band | ABr

O traço de maior característica da família Bolsonaro é a covardia. O pai, Jair, não suportou a ideia da derrota e de ter que transmitir a faixa ao seu principal opositor, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Pegou um avião da FAB, que abarrotou de dinheiro e joias, ainda na condição de presidente prestes a deixar o cargo, e picou a mula para Miami. Agora é Flávio Bolsonaro, que na derrota não apenas chora, mas foge.

Até o momento, a sua condição é a de “desaparecido”, embora, segundo informações colhidas no calor dos acontecimentos pela colega Marcia Carmo, correspondente na Argentina pelo 247, o seu nome apareça na lista de passageiros do avião particular retido em um hangar do aeroporto de Nova Iguaçu, na fronteira com o Brasil. Até agora, pelo que se sabe, Flávio Bolsonaro, o ex-candidato à presidência do Brasil, derrotado nas urnas pelo povo brasileiro, teria entrado naquele país com sua carteira de identidade nacional.

Para a Polícia Federal, onde ele teria que entregar, hoje, os seus passaportes – diplomático e comum –, sua condição é a de quem descumpriu a ordem exarada pelo ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, para que assim procedesse. Flávio Bolsonaro ultrapassou o prazo limite para que isto fosse feito e ninguém sabe do seu paradeiro. Os aliados negam que ele tenha deixado o país, mas de acordo com as informações transmitidas ao 247 por Marcia Carmo, um dos pilotos que voaria até Miami com o avião particular confirmou o seu nome na lista onde constavam quatro passageiros.

O desaparecimento do ex-candidato se deu após ele fazer uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, após sofrer derrota fragorosa para o presidente Lula. Como é sabido, Jair se encontra em prisão domiciliar, num condomínio de luxo no Jardim Botânico, em Brasília. De acordo com informações obtidas, a partida ocorreu às 2h da manhã, a bordo de um Gulfstream G400.

A coragem e a dignidade não são traços dos Bolsonaro, que costumam fraquejar na hora do confronto. Como todos se lembram, e já é história, também Jair não enfrentou a derrota e tampouco reconheceu com elegância e honra a derrota para o presidente Lula, eleito no pleito em que ambos disputaram. Agora é Flávio quem prefere a porta dos fundos da história, numa atitude covarde e pouco honrosa para quem prometeu, há menos de 48 horas, “não abandonar o Brasil”.

Denise Assis

Jornalista e mestra em Comunicação pela UFJF. Trabalhou nos principais veículos, tais como: O Globo; Jornal do Brasil; Veja; Isto É e o Dia. Ex-assessora da presidência do BNDES, pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade e CEV-Rio, autora de "Propaganda e cinema a serviço do golpe – 1962/1964" , "Imaculada" e "Claudio Guerra: Matar e Queimar".

Covardia se aprende em casa, na família Bolsonaro

Fuga para Miami, descumprimento de ordem judicial e desaparecimento após derrota eleitoral evidenciam o padrão da família em momentos de crise

Denise Assis
Publicada em 27 de outubro de 2026 às 13:25
Covardia se aprende em casa, na família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro em Brasília um dia após ser derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026Crédito: Renato Pizzutto/Band | ABr

O traço de maior característica da família Bolsonaro é a covardia. O pai, Jair, não suportou a ideia da derrota e de ter que transmitir a faixa ao seu principal opositor, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Pegou um avião da FAB, que abarrotou de dinheiro e joias, ainda na condição de presidente prestes a deixar o cargo, e picou a mula para Miami. Agora é Flávio Bolsonaro, que na derrota não apenas chora, mas foge.

Até o momento, a sua condição é a de “desaparecido”, embora, segundo informações colhidas no calor dos acontecimentos pela colega Marcia Carmo, correspondente na Argentina pelo 247, o seu nome apareça na lista de passageiros do avião particular retido em um hangar do aeroporto de Nova Iguaçu, na fronteira com o Brasil. Até agora, pelo que se sabe, Flávio Bolsonaro, o ex-candidato à presidência do Brasil, derrotado nas urnas pelo povo brasileiro, teria entrado naquele país com sua carteira de identidade nacional.

Para a Polícia Federal, onde ele teria que entregar, hoje, os seus passaportes – diplomático e comum –, sua condição é a de quem descumpriu a ordem exarada pelo ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, para que assim procedesse. Flávio Bolsonaro ultrapassou o prazo limite para que isto fosse feito e ninguém sabe do seu paradeiro. Os aliados negam que ele tenha deixado o país, mas de acordo com as informações transmitidas ao 247 por Marcia Carmo, um dos pilotos que voaria até Miami com o avião particular confirmou o seu nome na lista onde constavam quatro passageiros.

O desaparecimento do ex-candidato se deu após ele fazer uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, após sofrer derrota fragorosa para o presidente Lula. Como é sabido, Jair se encontra em prisão domiciliar, num condomínio de luxo no Jardim Botânico, em Brasília. De acordo com informações obtidas, a partida ocorreu às 2h da manhã, a bordo de um Gulfstream G400.

A coragem e a dignidade não são traços dos Bolsonaro, que costumam fraquejar na hora do confronto. Como todos se lembram, e já é história, também Jair não enfrentou a derrota e tampouco reconheceu com elegância e honra a derrota para o presidente Lula, eleito no pleito em que ambos disputaram. Agora é Flávio quem prefere a porta dos fundos da história, numa atitude covarde e pouco honrosa para quem prometeu, há menos de 48 horas, “não abandonar o Brasil”.

Denise Assis

Jornalista e mestra em Comunicação pela UFJF. Trabalhou nos principais veículos, tais como: O Globo; Jornal do Brasil; Veja; Isto É e o Dia. Ex-assessora da presidência do BNDES, pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade e CEV-Rio, autora de "Propaganda e cinema a serviço do golpe – 1962/1964" , "Imaculada" e "Claudio Guerra: Matar e Queimar".

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