Léo Moraes vota a favor da reforma da previdência e é acusado de trocar voto por emendas

Expedito Netto, contrário à reforma, foi substituído na CCJ por um parlamentar governista

Tudorondonia
Publicada em 24 de abril de 2019 às 17:28
Léo Moraes vota a favor da reforma da previdência e é acusado de trocar voto por emendas

O deputado federal Léo Moraes (Podemos), que em reuniões com servidores públicos  se apresenta  como defensor da categoria na reforma da previdência, votou a favor do Governo, nesta terça-feira,  na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Nas redes sociais, Léo Moraes recebeu uma série de críticas, entre elas, a de que teria trocado o voto para obter liberação de emendas parlamentares. 

Antes da votação, o deputado federal Expedito Netto (PSD), que nas mesmas reuniões com os servidores tem se posicionado firmemente contra a reforma, por considerá-la prejudicial, foi substituído na CCJ por um parlamentar favorável ao Governo.

Por 48 votos a 18, a admissibilidade da reforma da Previdência proposta pelo Governo Bolsonaro foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça.

O texto, em tramitação na Câmara há dois meses, segue para a análise de comissão especial a ser instalada na quinta (25), segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

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Comentários

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    carlos coqueiro 26/04/2019

    Primeira, de uma série de novas desilusões com o deputado? Traindo a confiança de professores, trabalhadores rurais e servidores públicos? Votando, a favor dessa cruel e injusta reforma da Previdência?

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    João de Deus 25/04/2019

    Gozado notar que os favoráveis a esta reforma se perdem numa tresloucada invectiva contra os demais sem apresentar qualquer argumento que qualifique o debate. Buscando espantar as falácias que cercam o modelo, vamos por pontos: 1) Números: Ainda que não exista pacificidade nos números, o próprio governo divulga que o déficit está na ordem de: urbanos (R$1.843,2), rurais (R$10.790,9), Servidores (R$63.331,2), Militares (226.909 - somados reforma e pensões). Neste total, já se leva em consideração a DRU, que consiste na retirada de 30% dos valores destinados à previdência e empregados, pelo governo, em outras finalidades (em geral pagamento da dívida). 2) Das aposentadorias vultosas dos servidores: Desmentindo a falsa informação do nobre Martins, desde a CF/88 o Brasil já passou por 06 reformas previdenciárias. Destaco as últimas 04, já no governo PT, onde, além da instituição de contribuição para os aposentados do setor público, estabeleceu que o valor da aposentadoria se daria em relação à média das contribuições (e não igual à última), pôs fim à excrecência que era a regra da paridade (aposentados ganhando iguais aos ativos) e integralidade (aposentadoria com valores integrais), além de estabelecer como limite para a aposentadoria o valor máximo do RGPS (ou seja, instituído regime complementar, o máximo que um servidor público pode receber é exatamente o mesmo que o trabalhador da iniciativa privada, conforme art. 40, §14, da CF/88). Por óbvio, estas regras se aplicam somente àqueles que ingressaram no serviço público após as referidas reformas. Como se vê, as deformidades que realmente existiam em relação às aposentadorias do setor público foram corrigidas e, hoje em dia, são utilizadas como argumento justamente por parte dos grandes privilegiados - políticos - que, com esta falsa ilusão, deixam de atacar a raiz dos problemas (seus diversos benefícios) e escondem o que a atual reforma realmente implica. 3) O impacto da reforma: A aposentadoria exclusivamente por idade já não existe no serviço público (art. 40, §1º, III, CF). Em relação aos servidores, a atual reforma tem impacto mínimo, tão somente fixando um tempo de serviço que, via de regra, já é de observância obrigatória no serviço pública. Mas para os trabalhadores do regime privado ela é deletéria. Em primeiro lugar, fixa idade mínima absolutamente desconectada da realidade, desconsiderando as particularidades de servidores rurais, mineiros, carvoeiros e outras classes que sequer tem expectativa de vida necessária à aposentação nos moldes tratados. De outro lado, substitui a regra que atualmente leva em conta as 80% maiores contribuições para fixação da aposentadoria, substituindo pela consideração do tempo integral, levando à drástica redução do valor final da aposentação (redução pode chegar à 48%). Não fosse a absoluta canalhice de buscar diminuir o valor do BPC para R$400,00, a proposta de reforma desconsidera, ainda, que, atualmente, o maior rombo nas contas públicas se dá justamente no proventos dos militares e, justamente nesta ponto, o que se apresentou foi um realinhamento de cargos e salários (exatamente, os militares ganharam aumento). Não bastasse, a atual proposta revigora a paridade e integralidade no serviço militar, ou seja, um militar que se aposentar tendo contribuído um mísero mês, terá direito ao recebimento do valor integral da ativa. E, por óbvio, é necessário que tanto a deficitária previdência militar, quanto os privilégios de uma bem identificada camada política, sejam custeadas. Nesta caso, quem paga é povo. Por fim, vale destacar nota técnica do Unafisco (http://unafisconacional.org.br/UserFiles/2019/File/nota_tecnica_Unafisco_no_12_2019_v8_WEB.pdf). Aqui fica bem destrinchado o interesse do banqueiro Guedes na reforma. Com a capitalização a perspectiva de ganho dos bancos beira os R$388 bilhões por ano. Ao lado, sem a contribuição do empregador proposta na EC 06, a renda média do trabalhador deve decrescer, na aposentadoria, cinco vezes o valor da remuneração na ativa (ou seja, para cada R$100 na ativa, o trabalhador, durante a aposentadoria, receberá R$20,00). Vale destacar que o modelo proposta só encontra, no restante do mundo, um único paralelo, o Chile, onde atualmente tramita proposta de reforma da previdência para mudar esta realidade em razão da elevada taxa de miserabilidade entre aposentados.

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    Martins 25/04/2019

    Parabéns pela atitude, nobre Deputado Léo Moraes! Ações populistas e insanas levaram o Brasil para o buraco, e caso não seja realizada tal reforma, vamos cavar ainda mais esse poço! FHC (2 governos), Lula (2 governos), e Dilma/Temer (2 governos) não fizeram as reformas necessárias, daí agora, mais do que nunca, elas têm de serem feitas. Sim, sou servidor público e sei que terei que pagar mais pela previdência, tenho consciência de que vai doer no meu bolso. Todos terão que contribuir, doa a quem doer!

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    L James 25/04/2019

    Parabéns Léo Moraes, votou certinho. Só os analfabetos funcionais são contra a reforma da previdência, eles têm preguiça de ler a proposta pra saber o seu teor, e quando leem não conseguem compreender nada, justamente porque são analfabetos funcionais. Outro grupo que também é contra a reforma, são os poderosos políticos, do judiciário e outros cargos públicos com altos salario, esses canalhas não querem perder a aposentadoria gorda, para não serem iguais a todos os brasileiro que terão igualdade no valor da aposentadoria. Essa corja é que luta contra a a nova previdência. Agora, esses pobres bestas que são contra a proposta, não sabem nem o que estão falando, coitados!.

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    Britto Ramos 25/04/2019

    Ê insano deixar se aposentar com 65 anos, com um salário mínimo por mês, tomem vergonha!!!

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    BETO 25/04/2019

    Parabéns Leo, não se acovardou, como outros, em ficar jogando para a platéia. Na comissão agora será debatido e ajustada a reforma, que é muito necessária mesmo.

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    Oscar Dias 25/04/2019

    A reforma da previdência ainda irá ser debatida pela comissão especial. A maioria da população é a favor. Parabéns Leo.

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    Girlei Marinho 24/04/2019

    A reforma tem que ser aprovada mesmo. Se o mundo está em transformação e a cada dia menos recursos a previdência tem que caminhar nesse sentido, bem como outras reformas são necessárias: tributária, e a politica. Parabéns por ter votado no caminho melhor para o país.

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    Charlene 24/04/2019

    O expedito Neto só sabe gastar o dinheiro público , Ele não é exemplo nenhum. Nem melhor que o Leo Moraes independente q tenha votado ou não a favor da reforma

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