Terapia-alvo amplia sobrevida em câncer de pâncreas
O medicamento ainda reduziu em 60% o risco de morte aponta estudo apresentado neste domingo (31) no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, em inglês)
O câncer de pâncreas é uma doença muito desafiadora. Por se disseminar rapidamente e não apresentar sintomas, é diagnosticado geralmente de maneira tardia. Atualmente, as terapias oferecem benefício limitado para pacientes com câncer de pâncreas metastático. O estudo fase 3 RASolute 302, apresentado neste domingo (31) no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, em inglês), promete mudar esse cenário. O encontro reúne até terça-feira (2) cerca de 45 mil profissionais de saúde e pesquisadores em Chicago, nos Estados Unidos.
O trabalho demonstrou que a terapia-alvo daraxonrasibe reduziu em 60% o risco de morte e e quase dobrou o tempo de vida dos pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático previamente tratados, em relação ao grupo tratado com quimioterapia.
“É um passo enorme em termos de terapia molecular e é o primeiro que deve abrir o caminho para muitas outras drogas com esse perfil. É um marco depois de tantas tentativas em múltiplos estudos em adenocarcinoma de pâncreas”, afirma a médica especializada em tumores no trato gastro digestivo Maria Ignez Braghiroli, da Oncologia D’Or.
O câncer de pâncreas é um dos maiores dependentes da proteína RAS, que participa da transmissão de sinais celulares que regulam o crescimento dos tecidos. Mais de 90% dos pacientes têm tumores impulsionados por mutações em RAS, que contribuem para o comportamento agressivo da doença. O daraxonrasib é um medicamento oral, administrado uma vez ao dia, que atua inibindo a via RAS.
Estudo RASolute 302
Publicado na revista científica The Lancet, o estudo RASolute 302 envolveu 500 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático previamente tratados. Deste total, 248 receberam daraxonrasibe e 252 foram submetidos à quimioterapia.
A pesquisa apontou que a terapia-alvo aumentou a sobrevida global dos pacientes para 13,2 meses. Já no grupo que recebeu quimioterapia padrão, a sobrevida foi quase a metade: 6,7 meses. A sobrevida livre da doença de pacientes que receberam a terapia alvo foi, em média, de 7,3 meses e 3,5 meses para os pacientes submetidos à quimioterapia.
O câncer de pâncreas é o nono tumor mais comum no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. Para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 13.240 novos casos. Em 2023, foram registrados 13.507 óbitos pela doença, que tem entre os principais fatores de risco a idade avançada, a obesidade, o tabagismo, o consumo de álcool, a diabetes e a pancreatites, entre outros.
Sobre a Oncologia D'Or
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Em estreita integração com grande parte dos mais de 79 hospitais da Rede D'Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.
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