A fogueira das vaidades

O tema por até parecer enfadonho, mas nem por isso pode deixar de ser preocupante, sobretudo no momento de dificuldades pelas quais atravessa o Estado de Rondônia.

Valdemir Caldas
Publicada em 09 de maio de 2019 às 10:51

(*) Valdemir Caldas

O tema por até parecer enfadonho, mas nem por isso pode deixar de ser preocupante, sobretudo no momento de dificuldades pelas quais atravessa o Estado de Rondônia. Ninguém pode fechar os olhos, à evidência, para a grave crise que o Estado vem enfrentando, consequência, em parte, do divorciamento profundo, inconciliável, até, que há entre as legítimas aspirações da sociedade e a conduta de grupos políticos.

O desequilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo, oriundo de interesses políticos contrariados, só tem agravado ainda mais a situação. Ora o governo deseja uma coisa; ora deputados intencionam outra; ora, ainda, auxiliar afoito e inexperiente aparece na mídia vestindo a indumentária de bombeiro, tentando apagar as labaredas que vêm consumindo as dependências dos imóveis.

Do bom e exato exercício das funções do Executivo, Legislativo e Judiciário, certamente que resultarão benefícios permanentes e duradouros para a população. Urge que os governantes, as autoridades e a classe política, pensem seriamente sobre o assunto, considerando que a política tem uma missão social importante, pois é um elemento de apoio e ajuda com que conta o governo para a realização do bem comum.

Os políticos não podem trabalhar à revelia dos interesses da população e muito menos contra ela, em nome de interesses pessoais ou de grupos. Cumpre-lhes agir em nome dos sentimentos e das aspirações do povo, sob pena de comprometer o prestígio e a própria autoridade das instituições. Essa sede por sinecuras, para acomodar parentes, aderentes e cabos eleitorais, não cabe mais na moldura dos tempos atuais.

A sociedade não mais aceita as velhas e manjadas práticas da política. Infelizmente, o que se tem visto, hoje, é exatamente o contrário, com a máquina do fisiologismo funcionando a todo vapor, tanto na planície como no planalto. Esse clima de disputa entre representantes de poderes só contribui para alimentar no seio da população o já elevado grau de descrédito e desconfiança de que desfruta importante parcela da classe política.

Sei que para alguns pode parecer tarefa impossível, mas será que dirigentes públicos e políticos não poderiam unir suas forças para ajudar o povo a libertar-se da grave provação pela qual passa, seja no campo da segurança pública, do desemprego, da saúde, seja no terreno da educação, do transporte escolar, seja, ainda, na seara da infraestrutura, dentre outros setores, em lugar de amontoarem empecilhos aos propósitos das administrações?

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